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PT aciona TSE para impedir estreia de filme de Bolsonaro até as eleições

Grupo Prerrogativas e Rogério Correia acionam o TSE para impedir estreia de Dark Horse até as eleições, alegando propaganda adiantada e financiamento irregular

Jim Caviezel como Jair Bolsonaro em "Dark Horse"
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  • Grupo Prerrogativas e Rogério Correia (PT) acionaram o Tribunal Superior Eleitoral para impedir a exibição de Dark Horse até as eleições, qualificando o filme como propaganda eleitoral antecipada e dissimulada.
  • A petição aponta possível abuso econômico, uso indevido de meios de comunicação e financiamento paralelo do longa sobre Jair Bolsonaro.
  • O lançamento está marcado para setembro, próximo do primeiro turno, o que, segundo os autores, pode interferir no debate público e na igualdade de oportunidades entre candidatos.
  • O documento cita investigação financeira do filme após áudio entre Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro sobre repasse de US$ 24 milhões, com ao menos US$ 10,6 milhões pagos entre fevereiro e maio de 2025 para financiar o projeto.
  • Além do TSE, os autores pedem apuração pela Procuradoria-Geral da República, pela Polícia Federal e pelo Ministério da Justiça, envolvendo possíveis ilícitos como lavagem de dinheiro e evasão de divisas.

O Grupo Prerrogativas, formado por juristas, e Rogério Correia (PT-MS), pré-candidato a deputado federal, entraram com ação no TSE para impedir a estreia do filme Dark Horse, sobre Jair Bolsonaro, até as eleições. Alegam que a produção funciona como propaganda eleitoral antecipada e dissimulada, com potencial de abusos financeiros.

Os petistas apontam que o lançamento previsto para setembro pode impactar o debate público e a igualdade de condições entre candidatos. Eles também solicitaram investigação financeira do longa após a divulgação de áudio envolvendo Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro, ligado a um banco sob investigações.

Segundo o documento, o valor correspondente a US$ 24 milhões seria direcionado ao filme, com transferências ocorridas entre fevereiro e maio de 2025. A petição sustenta competição desleal e uso indevido de meios de comunicação, além de possíveis ilegalidades de financiamento.

Entenda o caso

Relatos mostram negociação entre Flávio Bolsonaro e Vorcaro para repasse de recursos. A produtora do filme negou ter recebido recursos do Banco Master, enquanto o teor das conversas indica cobrança de pagamentos e preocupação com a continuidade do financiamento.

A petição também cita abusos de poder econômico, caixa 2, doações indiretas de empresa e outros possíveis ilícitos eleitorais. O pedido cita ainda a atuação de órgãos como PGR, PF e Ministério da Justiça para apuração de lavagem de dinheiro, evasão de divisas e outras irregularidades.

A CNN informou que busca posicionamento da equipe de Flávio Bolsonaro, que negou intimidade com Vorcaro, mantendo que o uso do termo foi uma expressão da linguagem. O caso envolve debates sobre financiamento de produção cultural com agenda política próximo ao período eleitoral.

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