- O presidente dos EUA, Donald Trump, retirou a assinatura de uma ordem executiva sobre IA que já havia sido adiada várias vezes.
- Segundo o Semafor, Musk (xAI), Mark Zuckerberg (Meta) e David Sacks conversaram com Trump entre a noite de quarta e a manhã de quinta, influenciando a decisão.
- A proposta previa um mecanismo voluntário para desenvolvedores de IA apresentarem modelos a agências federais para avaliação de segurança até noventa dias antes do lançamento público; não havia licença nem retenção obrigatória.
- O governo informou que adiou a medida por não gostar de alguns aspectos, sem detalhar quais, e afirmou que há preocupação com a competição tecnológica em relação à China.
- Enquanto Washington não aprovou uma legislação abrangente de IA, há iniciativas como acordos de avaliação com Google DeepMind, Microsoft e xAI, já em andamento, e tensões com propostas regulatórias na China.
O presidente dos EUA, Donald Trump, desobrigou a nomeação de uma ordem executiva voltada à IA, prevista para ser anunciada recentemente. A decisão foi tomada nesta semana, no âmbito da Casa Branca, e envolve a suspensão de um texto que já havia sofrido adiamentos. A justificativa foi manter a liderança dos EUA diante da China.
Segundo reportagens, a reconsideração ocorreu após conversas diretas entre os envolvidos com o tema. Elon Musk, da xAI, Mark Zuckerberg, da Meta, e o investidor David Sacks teriam conversado com Trump entre a noite de quarta-feira e a manhã de quinta-feira. A estratégia contou com apoio de setores da administração.
A proposta de ordem executiva não criava um regime de licenciamento, nem pausas obrigatórias. Prev tinha um mecanismo voluntário para que desenvolvedores de IA apresentassem modelos a agências federais para avaliação de segurança, até 90 dias antes do lançamento público.
Trump afirmou ter adiado a ordem por não gostar de alguns aspectos e disse que poderia ter atrapalhado avanços. A fala reforça o paralelo entre a prioridade de IA para empregos e segurança nacional e a retirada do texto.
Essa indefinição ocorre em um momento de lacunas regulatórias nos Estados Unidos. A governança de IA é construída por meio de ordens, orientações de agências e acordos voluntários, sem uma lei abrangente ainda aprovada pelo Congresso.
Caminhos divergentes na regulação
No início do mês, o governo divulgou uma estrutura nacional de IA para incentivar ações federais, inclusive com a ideia de padronizar normas em nível nacional. O Congresso, porém, não aprovou a proposta, que mira evitar leis estaduais conflitantes.
Enquanto Washington flexibiliza regras, a China avança com planos legislativos. Em maio, o Conselho de Estado da China delineou ações para acelerar a legislação de IA, com comitês internos de ética para empresas do setor. Beijing já aponta metas legais para 2026.
No âmbito regulatório, ainda houve sinalizações de colaboração entre a administração e entidades do setor. A metade de 2026 traz a expectativa de alinhamento entre padrões de governança e inovação tecnológica, segundo analistas ouvidos por veículos internacionais.
O episódio de quinta-feira expõe o papel de indivíduos com proximidade ao presidente na formação de políticas de IA. Musk, Zuckerberg e Sacks, cada um com interesse distinto, aparecem como influências diretas sobre decisões estratégicas.
O governo também mantém ações paralelas em relação ao Estado e às empresas. Informações indicam que a OpenAI recebe apoio para uma iniciativa de regras em nível estadual, num movimento que contrasta com a retirada de uma ordem federal voluntária.
Beijing e Washington observam o desfecho com atenção. O debate sobre onde traçar a fronteira regulatória para IA avançada envolve segurança, inovação e competitividade global, com visões divergentes entre as maiores economias.
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