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Violência contra a mulher não está ligada a “red pills”, afirma Renan

Renan Santos afirma que violência contra a mulher não estaria ligada a red pills; especialistas apontam relação indireta e casos recentes em investigação

Renan Santos (Missão) disse que só passaria a considerar a relação entre os conteúdos "red pills" e crimes contra mulheres caso houvesse comprovação concreta
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  • Renan Santos afirma que violência contra a mulher não está relacionada aos conteúdos red pills e só aceitaria uma correlação se houver comprovação concreta.
  • Casos investigados pela polícia são citados: estupro coletivo de uma menina de 17 anos no Rio de Janeiro ligado a discurso machista; caso de feminicídio envolvendo o tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto e sua esposa, com linguagem associada a red pills.
  • Pesquisas indicam que não há causalidade direta, mas discursos misóginos ajudam a criar um ambiente cultural que normaliza a violência de gênero, como aponta estudo da revista RevGeo (dezembro de 2025).
  • Renan defende punições severas para agressores, incluindo a possibilidade de pena de morte para crimes violentos e de violência sexual, ainda que reconheça que a Constituição não permite.
  • Sobre o ex-deputado Arthur do Val, Renan diz que áudio com comentários machistas era privado e que não deveria cancelar o aliado por isso, defendendo que não se pode reduzir a carreira política dele a esse episódio.

Renan Santos, pré-candidato à Presidência pela Missão, afirmou nesta quinta-feira (21 mai 2026) que não enxerga relação direta entre o movimento red pill e a violência contra mulheres. Em entrevista ao Poder360, ele disse considerar equivocada a associação entre discursos online de grupos masculinos e crimes de violência doméstica.

Segundo o candidato, a maioria dos casos de agressão ocorre em contextos domésticos e envolve homens sem ligação com comunidades red pills. Ele disse ainda que só aceitaria avaliar qualquer correlação se houvesse comprovação concreta, afirmando precisar de dados robustos para sustentar a vinculação.

Casos e evidências em debate

A declaração contrasta com casos recentes investigados pela polícia e com estudos sobre misoginia online. Um exemplo envolve o estupro coletivo de uma adolescente de 17 anos no Rio de Janeiro, em que um suspeito teria usado símbolos associados a discursos misóginos. A Polícia Civil apura as circunstâncias do crime, incluindo atração da vítima pelo ex-namorado.

Outro caso envolve um tenente-coronel da Polícia Militar de São Paulo, acusado de feminicídio contra a esposa, também policial. Além de acusações, mensagens anexadas à denúncia descrevem o tratamento da parceira e o uso de termos vinculados a comunidades red pill, segundo as investigações.

Pesquisas acadêmicas indicam que, embora não haja causalidade comprovada, conteúdos misóginos podem contribuir para um ambiente cultural que normaliza a violência de gênero. Um estudo da Revista ReGeo, de 2025, analisa como redes associadas a red pills disseminam narrativas que potencialmente influenciam comportamentos violentos.

Punições e controvérsias

Ao tratar de violência extrema contra mulheres, Renan defende punições severas aos agressores, incluindo a possibilidade de medidas mais rígidas para crimes violentos e sexuais, mesmo reconhecendo que a Constituição brasileira não permite a pena de morte.

Durante a entrevista, o assunto também abordou o ex-deputado Arthur do Val, conhecido por controvérsias envolvendo comentários machistas. Renan descreveu o conteúdo como inadequado, mas avaliou que não deveria automaticamente inviabilizar a carreira política do amigo, ressaltando que os áudios teriam ocorrido em ambiente privado.

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