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Mulher investigada na operação que prendeu Deolane recebeu Bolsa Família

Mulher investigada por lavagem de dinheiro do PCC recebeu Bolsa Família entre 2013 e 2017, enquanto empresa da família movimentou R$ 20,2 milhões

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  • A investigação aponta que a transportadora ligada à família movimentou cerca de R$ 20,2 milhões entre 2015 e 2019, segundo a polícia, em meio a acusações de lavagem de dinheiro do PCC.
  • Entre 2013 e 2017, uma mulher investigada recebeu Bolsa Família, segundo a narrativa da apuração.
  • A operação Vérnix mira o PCC e levou à prisão de Deolane Bezerra; a ação também concentra esforços em Marcola e parentes.
  • A empresa Lado a Lado Transportes, sediada ao lado do presídio de Presidente Venceslau, é apontada como peça central do esquema.
  • A investigação registra crescimento patrimonial atípico, frota de cinquenta e seis veículos e viagens internacionais nos anos de 2018 a 2020; a defesa dos investigados não foi localizada.

A Polícia Civil de São Paulo e o Ministério Público investigam possível participação de Elidiane Saldanha Lopes Lemos em um esquema de lavagem de dinheiro ligado ao Primeiro Comando da Capital (PCC). A operação Vérnix mira também familiares e operadores financeiros da facção. No decorrer das investigações, foi apontado que a mulher recebeu benefícios do Bolsa Família entre 2013 e 2017, enquanto a empresa da família movimentou cerca de R$ 20,2 milhões no mesmo período.

A transportadora Lado a Lado Transportes, cuja sede fica ao lado de presídio em Presidente Venceslau, é apontada como peça central do esquema. A empresa aparece com movimentações financeiras superiores aos dados declarados aos órgãos oficiais, inclusive em 2018, quando registrou inatividade operacional, financeira ou patrimonial, mas continuou com fluxo de recursos expressivo.

Segundo o MP, Elidiane e o marido, Ciro Cesar Lemos, são responsáveis pela empresa. O capital social passou de R$ 300 mil, em 2015, para R$ 1,8 milhão e, posteriormente, R$ 3,61 milhões em 2019. A família teria um estilo de vida incompatível com as declarações de renda e com vínculos formais de emprego. Viagens ao exterior seriam indicadas entre 2018 e 2020. Em maio de 2020, Elidiane deixou a sociedade e as cotas passaram a ser integralizadas por Ciro. A defesa dos investigados não foi localizada até o momento.

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