- Eduardo Paes, ex-prefeito do Rio, disse à BBC Brasil que, se for governador, vai implementar políticas para retomar territórios dominados pelo crime e que criminosos que desafiarem o Estado serão neutralizados, conforme a lei.
- Ele afirmou que planeja ações para retomar territórios hoje controlados pelo crime organizado e criticou a gestão de Cláudio Castro na segurança pública.
- Paes citou a operação no Complexo do Alemão, em outubro de 2025, alegando que, no dia seguinte, novos criminosos já estavam no local ou substituídos, mantendo as comunidades da Alemão e da Penha sob domínio do crime.
- O ex-prefeito destacou a expansão das milícias no Rio, dizendo que têm ganhado espaço na disputa contra o Estado.
- Sobre o atual governo, Paes mencionou que o Rio tem governo interino, com o desembargador Ricardo Couto no1 cargo, após a renúncia de Castro e a prisão de Rodrigo Bacellar; o partido apresentou ação por eleições diretas.
O ex-prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, (PSD), afirmou em entrevista à BBC Brasil que, caso seja governador, aplicará políticas públicas firmes para retomar territórios hoje dominados pelo crime. Ele disse que criminosos que desafiarem o Estado colocariam a vida de cidadãos e agentes em risco e serão neutralizados conforme a lei.
Paes também detalhou planos para ações voltadas à retomada de áreas sob controle do crime organizado, incluindo propostas de políticas públicas claras para recuperação de territórios. A declaração foi feita no contexto da campanha para o governo do estado.
O político comentou a operação ocorrida no Complexo do Alemão em outubro de 2025, que deixou 121 mortos. Paes criticou a atuação do então governador Cláudio Castro e afirmou que, no dia seguinte, novos traficantes já ocupavam o local, com comunidades do Alemão e da Penha sob domínio.
Ele avaliou que a situação reforça a fragilidade institucional que, segundo ele, persiste no estado, especialmente após a renúncia de Castro e a prisão do presidente da Alerj, Rodrigo Bacellar. Paes sinalizou que uma gestão democrática pode trazer mudanças administrativas e de segurança.
Sobre a expansão de milícias no Rio, Paes destacou que esses grupos vêm ganhando terreno frente ao poder público. Também comentou o atual cenário de governança, com o desembargador Ricardo Couto exercendo o governo de forma interina. A crítica foi direcionada à fragilidade institucional que, na visão dele, dificulta decisões políticas.
Paes defendeu a necessidade de eleições diretas para escolher governante com legitimidade democrática. Ele ressaltou que o partido já acionou a Justiça para acelerar esse processo, sem aceitar a continuidade de um modelo que, segundo ele, favorece a ineficiência.
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