- Milhares de pessoas saíram às ruas de La Paz, pedindo a renúncia do presidente Rodrigo Paz, em seis meses de governo.
- A marcha terminou em confronto com a polícia, com uso de gás lacrimogêneo, pedras e explosivos de baixa potência; ao menos três pessoas foram detidas.
- Os protestos começaram pela crise econômica e pelo aumento do custo de vida, ganhando tom político para exigir a saída do presidente.
- A Bolívia vive a pior crise econômica em cerca de quarenta anos, com inflação anual de 14% em abril e desabastecimento de combustíveis, alimentos e medicamentos.
- O impacto na capital incluiu fechamento de lojas e venda informal reduzida; em El Alto, moradores bloquearam o acesso ao principal aeroporto da região Oeste.
Milhares de pessoas foram às ruas de La Paz, na Bolívia, nesta sexta-feira, 22 de maio de 2026, em protesto contra o governo de Rodrigo Paz. A marcha terminou em confrontos com a polícia, aumentando a pressão sobre o presidente, que está no poder há seis meses.
Manifestantes ocuparam avenidas da capital, vestindo capacetes de mineração e capas, e pediram a renúncia de Paz. Houve resistência policial com uso de gás lacrimogêneo para impedir avanço em direção ao centro político. Foram registrados confrontos com pedras e artefatos de baixa potência.
O movimento ganhou força a partir da crise econômica e do aumento do custo de vida, que afetou a população desde o início de 2026. Detalhes oficiais apontam pelo menos três prisões durante as ações de hoje.
A participação ocorreu em meio a críticas à condução econômica do governo, que enfrenta bloqueios de estradas, desabastecimento de combustíveis, alimentos e medicamentos. Moradores relatam dificuldades para obter itens básicos.
Segundo dados oficiais, a inflação anual chega a 14% em abril, sinalizando a pior crise do país em quatro décadas. O tensionamento social ganhou nova leitura após semanas de protestos políticos e sociais.
Mudança política
Rodrigo Paz assumiu o cargo há seis meses, sucedendo governos socialistas de Evo Morales (2006-2019) e Luis Arce (2020-2025). O governo tem pedido diálogo, mas a cobrança por reformas públicas se intensifica.
A crise também afeta o cotidiano em La Paz, com fechamentos de comércio e temor de saques. Em El Alto, moradores bloquearam o acesso ao principal aeroporto da região.
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