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Fux vota para manter presos pai e primo de Vorcaro

STF mantém prisões de pai e primo de Vorcaro; placar parcial é dois a zero, julgamento suspenso por pedido de vista de Gilmar Mendes

Fux antecipou o voto e acompanhou o relator do caso, ministro André Mendonça
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  • STF, 2ª Turma, mantém prisões preventivas de Henrique Vorcaro e Felipe Vorcaro; placar parcial é de dois a zero.
  • Fux votou pela manutenção, acompanhando o relator André Mendonça, que já havia votado pela conversão das prisões temporárias em preventivas.
  • Julgamento ocorre no plenário virtual, mas está suspenso por pedido de vista de Gilmar Mendes, com prazo de até noventa dias para devolução do caso.
  • Prisões são resultado da Operação Compliance Zero, da Polícia Federal, que investiga fraudes financeiras, lavagem de dinheiro e ocultação patrimonial ligada ao Banco Master.
  • Investigações indicam que Henrique atuaria como operador financeiro na estrutura criminosa “A Turma”, com repasses mensais de cerca de R$ 400 mil; Felipe é investigado por operações financeiras ilícitas e lavagem de dinheiro.

O ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal, votou neste sábado pela manutenção das prisões preventivas de Henrique Vorcaro e Felipe Vorcaro, pai e primo do fundador do Banco Master. A decisão deixa a 2ª Turma com placar parcial de 2 a 0 para manter as detenções.

Fux seguiu o relator do caso, ministro André Mendonça, que na sexta-feira havia votado pela conversão das prisões temporárias em preventivas, sem prazo definido para encerramento. O julgamento ocorre por meio do plenário virtual da turma.

O processo está suspenso após pedido de vista do ministro Gilmar Mendes, que terá até 90 dias para devolver o caso. Ainda precisam votar Nunes Marques e Dias Toffoli; este último, no entanto, se declarou impedido e não participa da análise.

Operação da PF

Henrique e Felipe Vorcaro foram presos na Operação Compliance Zero, da Polícia Federal, que investiga suspeitas de fraudes financeiras, lavagem de dinheiro e ocultação patrimonial ligada ao Banco Master, liquidado pelo Banco Central em 2025. Felipe foi alvo da operação em 7 de maio, e Henrique, em 14 de maio, em Belo Horizonte.

Segundo a PF, Henrique atuaria como operador financeiro e beneficiário de uma estrutura criminosa chamada “A Turma”, responsável por pagamentos e obtenção de dados sigilosos. A polícia afirma que ele repassava cerca de R$ 400 mil mensais ao grupo.

A investigação também aponta participação de Felipe em operações financeiras ilícitas, incluindo transferência societária da Green Investimentos e movimentos relacionados à lavagem de dinheiro, com repasses mensais atribuídos ao investigado.

Fundamentos do voto

André Mendonça afirmou haver fortes indícios de participação dos investigados na estrutura criminosa com impacto relevante à sociedade. O ministro relatou que a liberdade dos dois poderia atrapalhar as investigações e a aplicação da lei penal.

Ele citou ainda tentativas de ocultação patrimonial e dissimulação de bens, como uma residência de Felipe em Trancoso deixada pouco antes da chegada da Polícia Federal. Segundo Mendonça, medidas cautelares menos severas não seriam suficientes para assegurar a ordem pública.

As defesas de Henrique e Felipe negam irregularidades e contestam as medidas cautelares. Este texto foi adaptado e publicado originalmente pela Agência Brasil. Fonte: Agência Brasil.

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