- Lula afirmou a Trump que o Brasil não tem preferência na relação com nenhum país, citando China, Estados Unidos e Rússia, e que prioriza parceiros na transferência de tecnologia.
- A declaração ocorreu durante a inauguração do Centro de Desenvolvimento Tecnológico em Saúde da Fiocruz, no Rio de Janeiro, onde enfatizou que o Brasil não é menor do que ninguém.
- O presidente destacou a transferência de tecnologia como eixo das relações exteriores e citou a importância de investimento em pesquisa para o país sair da condição de emergente.
- Ele lançou o Centro de Desenvolvimento e Produção de Terapias CAR-T, para produção nacional de terapias celulares, com custos menores.
- Lula defendeu o fortalecimento do SUS, criticando a ideia de que saúde privada é superior e apontando que planos caros acabam custeados pelo povo por meio do Imposto de Renda.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, neste sábado (23/5), que informou ao presidente dos EUA, Donald Trump, que o Brasil não tem preferência nas relações com nenhum país, citando China e Estados Unidos, e que prioriza parcerias para transferência de tecnologias.
A declaração ocorreu durante a inauguração do Centro de Desenvolvimento Tecnológico em Saúde (CDTS) da Fiocruz, no Rio de Janeiro. Lula ressaltou a importância de investir em ciência e tecnologia para fortalecer a soberania nacional.
Segundo o presidente, o Brasil quer trabalhar com quem deseje compartilhar conhecimento e colaborar com o país, especialmente na transferência de tecnologia para uso doméstico. A fala reforça o papel do país no debate sobre tecnologia e desenvolvimento externo.
Lula mencionou que o Brasil não é menor do que outros polos globais. Em discurso na cerimônia, ele disse que o país deve ousar e investir em pesquisa para evoluir e disputar posições entre nações desenvolvidas.
Na agenda no Rio, o petista também participou da apresentação do Centro de Desenvolvimento e Produção de Terapias CAR-T, que viabiliza produção nacional de terapias celulares com custos menores.
O lançamento ocorreu no mesmo palco de entregas do programa Agora tem Especialistas, voltado a ampliar a atuação da Fiocruz em saúde pública. A cerimônia destacou avanços em biotecnologia e inovação biomédica.
Durante o ato, Lula defendeu o fortalecimento do Sistema Único de Saúde (SUS) e a ampliação de investimentos em saúde. Ele ressaltou que a saúde pública exige financiamento estável e políticas públicas consistentes.
O presidente criticou a visão de que a saúde privada seria superior à pública, apontando que o custo de planos voltados a classes altas é pago pela sociedade, via impostos, especialmente de quem enfrenta menor renda.
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