- Renan Santos, pré-candidato do Missão, criticou Jair Bolsonaro e Flávio Bolsonaro durante painel no Fórum Esfera 2026, em Guarujá (SP).
- Disse que a liderança de direita brasileira, hoje, é “o Jair Bolsonaro” e o classificou como “um completo idiota”; afirmou que “o projeto do bolsonarismo nunca teve proposta para o Brasil”.
- Afirma que Flávio é um “escroque” e que o grupo político ligado a ele não pode chegar à Presidência; também criticou o governo Lula.
- Alegou que Romeu Zema e Ronaldo Caiado optaram por seguir na sombra de Bolsonaro, chamando isso de jogo político.
- Dados da pesquisa Datafolha indicam três por cento de intenções de voto para Renan Santos, ficando atrás de Lula e Flávio, e tecnicamente empatado com Caiado e Zema.
O pré-candidato Renan Santos, filiado ao movimento Missão, atacou Jair Bolsonaro e Flávio Bolsonaro durante o painel do Fórum Esfera 2026, em Guarujá (SP). O evento contou com a participação do ex-ministro Aldo Rebelo. Santos afirmou que a direita brasileira enfrenta uma crise de liderança e criticou o histórico do grupo liderado por Bolsonaro.
Ele apontou que a liderança de direita no país estaria enfraquecida, afirmando que Bolsonaro não teria apresentado propostas para o Brasil. O discurso também questionou a viabilidade do projeto bolsonarista como solução para o país, ampliando o tom de crítica aos planos da família Bolsonaro.
Durante a fala, o pré-candidato também classificou o grupo ligado a Flávio Bolsonaro como não apto a chegar à Presidência. Confrontos com o atual governo, liderado por Lula, foram citados como fator de risco para o futuro do país, segundo a leitura de Santos.
Contexto e críticas à direita
Em coletiva após o painel, Renan voltou a atacar a gestão da direita brasileira, afirmando que houve leniência com falhas atribuídas a Bolsonaro e à família dele. O grupo político de Flávio Bolsonaro foi mencionado como parte de um jogo político voltado a ganhos de interesse, segundo o financiador da crítica.
O argumento central é o afastamento do movimento de figuras próximas a Bolsonaro como forma de se diferenciar. Santos afirmou que o bolsonarismo dependia de símbolo de coragem contra o sistema, algo que, na avaliação dele, não se sustenta mais.
Desempenho em pesquisas
Dados da pesquisa Datafolha, divulgados na sexta-feira, apontam que Renan Santos tem 3% das intenções de voto, ficando atrás de Lula e Flávio Bolsonaro, e tecnicamente empatado com outros concorrentes. O cenário indica competição acirrada entre candidatos menores na corrida presidencial.
Renan ressaltou que Romeu Zema e Ronaldo Caiado teriam adotado postura de atuação mais discreta, segundo a leitura dele, o que ele compara a uma estratégia de permanecer à sombra de Bolsonaro. O objetivo é diferenciar-se no espectro político.
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