- Um corte de energia em Berlim, o maior desde a Segunda Guerra Mundial, afetou cerca de quarenta mil domicílios por cinco dias após cinco cabos de alta tensão serem incendiados sob uma ponte no sul da cidade.
- A infraestrutura atingida incluía fornecimento de gás para quatro hospitais, três mil litros de gerador e áreas residenciais vizinhas, com resto da cidade mantendo-se sem luz por vários dias.
- Um grupo autodenominado Volcano Group reivindicou a sabotagem por meio de uma mensagem publicada online, enquanto autoridades investigam a autoria e o possível elo com movimentos de extrema esquerda.
- As investigações estão sob a alçada da promotoria federal; foi oferecida recompensa de um milhão de euros por informações que levem à identificação dos responsáveis.
- Especialistas veem o ato como um sabotagem bem executada, com possíveis ligações a radares de extremismo de esquerda, e discutem se o grupo atua de forma autônoma ou como uma rede aberta de adesões.
O maior blecaute de Berlim desde a Segunda Guerra ocorreu em janeiro, quando bairros inteiros ficaram sem energia por cinco dias. A interrupção atingiu quatro hospitais, milhares de residências e dezenas de empresas, após ataques a cabos de alta tensão sob uma ponte no sul da cidade. A autoria foi atribuída a um grupo autodenominado Volcano Group, ligado a atos de sabotagem de infraestrutura.
A investigação federal investiga o caso como crime que põe em risco o funcionamento do Estado, com ações em andamento há mais de uma década. Embora haja declarações de responsabilidade, não houve prisões até o momento. Especialistas destacam a dificuldade de identificar os autores e confirmam que o conjunto de evidências é ainda insuficiente para esclarecer quem está por trás do ataque.
O episódio começou com a queima acidental de cabos, que forneciam eletricidade a aproximadamente 45 mil residências, 2.200 empresas e quatro hospitais. A falha deixou a região de Wannsee e áreas vizinhas sem luz, enquanto hospitais lutavam para manter serviços essenciais com geradores de emergência.
Entre os impactos, houve evacuações de pacientes e dificuldades de aquecimento em unidades de saúde próximas. Técnicos laboratoram para restabelecer o fornecimento, redirecionando energia e acionando linhas de emergência. Enquanto isso, moradores buscaram soluções temporárias, com abrigos improvisados em algumas áreas da cidade.
A mensagem de responsabilidade publicada online associou o ataque à defesa do meio ambiente e ao combate ao modelo econômico atual. O texto também criticava a dependência de tecnologia e apontava o que seria, em tom alegadamente revolucionário, o fim de setores como o automotivo e o uso de dados digitais. Autoridades classificaram o texto como autêntico, mas sem comprovação sobre quem o escreveu.
Especialistas em extremismo apontam que o Volcano Group não tem ligações claras entre seus membros, o que dificulta a identificação de autores únicos. Alguns pesquisadores ressaltam que o formato das comunicações sugere a circulação de um rótulo aberto, que pode ser adotado por diferentes agentes. O debate segue sobre se o caso envolve apenas ativismo radical ou se há participação de redes organizadas.
O governo e a polícia enfatizam a importância de esclarecer as motivações e a origem do ataque. A imprensa questiona a eficácia das respostas administrativas e a comunicação com a população durante a crise. Relatos locais descrevem o sentimento de insegurança e a necessidade de informações mais rápidas e precisas nos momentos de interrupção.
Enquanto as autoridades seguem apurando, debate público sobre protestos e métodos de oposição à atuação de grupos ambientais ganha espaço na imprensa e entre especialistas. O caso permanece em investigação, sem conclusões oficiais sobre a identidade dos responsáveis ou a motivação final.
Entre na conversa da comunidade