- Margareth Menezes participou da sexta Teia Nacional dos Pontos de Cultura, em Aracruz, Espírito Santo, de 19 a 24 de maio, com foco em justiça climática.
- A ministra afirmou que investir em cultura qualifica as pessoas e emancipa, gerando emprego e renda, além de valorizar saberes tradicionais para a preservação da biodiversidade.
- Representantes de povos originários, comunidades quilombolas, ribeirinhas e periféricas discutiram caminhos para mitigar a crise climática por meio das culturas locais.
- Foram assinados atos normativos para apoiar a cultura tradicional e popular, incluindo o decreto da Política Nacional para as Culturas Tradicionais e Populares, e ações para a profissionalização de mestres e mestras.
- A Teia reforça a rede Cultura Viva: hoje a gestão aponta 16 mil pontos de cultura cadastrados, com impacto internacional e celebração de 22 anos da política.
A ministra da Cultura, Margareth Menezes, participou da 6ª Teia Nacional dos Pontos de Cultura, realizada em Aracruz, Espírito Santo. O encontro, que ocorreu entre os dias 19 e 24, discutiu justiça climática e a atuação de saberes tradicionais na convivência com a biodiversidade. A agenda reuniu representantes de povos indígenas, comunidades quilombolas, ribeirinhas e periféricas, além de autoridades.
Menezes ressaltou que investir em cultura pode qualificar profissionais e gerar emprego e renda, fortalecendo a emancipação das comunidades. Em roda de conversa, a ministra destacou que técnicas culturais de povos originários e de matriz africana ajudam a ampliar a compreensão sobre o meio ambiente e a necessidade de protegê-lo.
A Teia marca a retomada do evento após 12 anos e integra ações de políticas públicas para culturas tradicionais. A ministra elencou avanços da gestão, como a ampliação de pontos de cultura para 16 mil cadastros, a popularização de mecanismos de fomento e a nacionalização de programas de apoio. A ideia é ampliar o alcance das ações para todo o país.
Plano Nacional das Culturas Indígenas
Durante a Teia, ocorreu a primeira construção do Plano Nacional das Culturas Indígenas, com participação de povos originários. Também foi assinada normativa para valorizar mestres e mestras das culturas tradicionais e populares, com foco em profissionalização e proteção de saberes. A construção do plano envolve diálogo e escuta aos povos originários, com participação de grupos de trabalho.
Menezes afirmou que o decreto que estabelece a Política Nacional para as Culturas Tradicionais e Populares consolida políticas existentes e amplia investimentos. Segundo a ministra, essa base reforça a identidade brasileira, ao reconhecer a contribuição de povos originários e de matriz africana para a vida cultural do país.
A equipe do ministério informou que, desde o início da gestão, houve avanços como a disseminação de políticas de financiamento em diversas cidades e estados, a exemplo de programas como a Lei Paulo Gustavo e a Lei Aldir Blanc. A dirigente apontou ainda que a cultura é capaz de promover inclusão social e desenvolvimento local por meio de investimento público.
Entre na conversa da comunidade