- Ricardo Couto, presidente do Tribunal de Justiça, assume interinamente o governo do Rio de Janeiro em meio à vacância na linha de sucessão e a impasse judicial sobre a eleição.
- O governador interino demitiu ou afastou 2.538 servidores, incluindo sete secretários, substituindo-os por integrantes do círculo jurídico ligado à Procuradoria-Geral do Estado.
- A gestão é alvo de críticas, mas ganha popularidade nas redes; parlamentares da base de Couto dizem que a ação é pragmática para reduzir gastos e “moralizar” a administração.
- Restam ações no Tribunal Superior Eleitoral e no Supremo Tribunal Federal para definir se haverá nova eleição, direta ou indireta, no estado.
- O cenário envolve disputa entre colegas de farda política e judicial, com o grupo de Rodrigo Ruas defendendo eleições e questionando as medidas do novo governo.
O governador interino do Rio de Janeiro é Ricardo Couto, presidente do Tribunal de Justiça. Aos 61 anos, ele ocupa a cadeira por vacância na linha de sucessão, sem ter disputado eleições, em meio a um xadrez político atípico no Guanabara.
A manobra envolve o grupo de Cláudio Castro (PL), ex-governador, que deixou o vice Thiago Pampolha no Tribunal de Contas para abrir espaço a Rodrigo Bacellar, ex-presidente da Alerj, afastado e preso por suspeitas de corrupção e ligação com o crime organizado.
Couto assumiu com a expectativa de transferir o poder, mas o impasse na sucessão deve se prolongar. A gestão tem se pautado por cortes de gastos e por uma suposta “moralização” da administração, com mudanças de quadros e funções.
Durante sua gestão, Couto demitiu ou afastou 2.538 servidores, incluindo sete secretários. Nomeou maioria da Procuradoria-Geral do Estado, criando críticas sobre a concentração de poder jurídico na equipe.
Cenário atual e desdobramentos
A permanência de Couto depende de decisões do TSE e do STF sobre novas Eleições no Rio, diretas ou indiretas. A pauta envolve também Douglas Ruas, presidente da Alerj, pré-candidato, que busca ocupar o Guanabara antes do pleito.
Ruas reivindica o uso da máquina do Estado; restam recursos para que o STF indefira ou mantenha a condição de interino. O debate envolve ainda a viabilidade de um pleito suplementar até o prazo de 21 de junho, considerado curto.
No tabuleiro político, aliados como Eduardo Paes (PSD) avaliam o cenário com cautela. Ruas busca apoio no Congresso para destravar a situação, enquanto Couto segue com ajustes na estrutura estadual e no policiamento. O Rio aguarda desfecho.
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