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Visita de Flávio a Vorcaro é descrita como normal por Valdemar Costa Neto

Costa Neto vê visita de Flávio a Vorcaro como natural e mantém pré-candidatura; PF investiga destino de 61 milhões para filme de Bolsonaro

Presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto — Foto: Divulgação/Esfera Brasil
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  • Valdemar Costa Neto, presidente nacional do PL, afirmou que o pedido de dinheiro a Vorcaro e a visita de Flávio Bolsonaro foram “naturais” e manteve a pré-candidatura dele à presidência.
  • Flávio Bolsonaro visitou Vorcaro na casa dele no ano passado, quando o ex-banqueiro estava sob medidas cautelares e era investigado por crimes financeiros; o objetivo, segundo Costa Neto, era manter bom relacionamento com a família Bolsonaro.
  • Foi revelado que cerca de R$ 61 milhões foram repassados de um total prometido de R$ 134 milhões para financiar o filme sobre Jair Bolsonaro, o “Dark Horse”.
  • A Polícia Federal avalia investigar o destino do dinheiro, ligado a um fundo de investimentos nos Estados Unidos controlado por Paulo Calixto, advogado de Eduardo Bolsonaro; há suspeita de uso para gastos pessoais do ex-deputado.
  • Costa Neto disse que não viu o contrato do filme, não conversou com Flávio sobre a visita a Vorcaro e afirmou que Eduardo Bolsonaro sempre teve vida limpa, ressaltando que ele estaria nos EUA para se sacrificar pelo pai.

O presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, afirmou que o pedido de dinheiro a Daniel Vorcaro e a visita do senador Flávio Bolsonaro ao ex-banqueiro foram situações naturais. Ele reiterou a manutenção da pré-candidatura de Flávio à Presidência e minimizou o repasse de 61 milhões de reais para o filme sobre Jair Bolsonaro.

Flávio Bolsonaro visitou Vorcaro no ano passado, na casa dele, quando o ex-banqueiro já cumpria medidas cautelares após a prisão. Vorcaro era alvo de investigações por crimes financeiros e utilizava tornozeleira eletrônica. O episódio é ligado a reportagens que discutiram pagamentos para financiar o longa Dark Horse.

A Polícia Federal avalia o destino dos recursos repassados para um fundo de investimentos com sede nos Estados Unidos, controlado por Paulo Calixto, advogado de Eduardo Bolsonaro. Parte do montante pode ter sido usado para custear gastos pessoais do parlamentar.

Flávio Bolsonaro confirmou ter feito o pedido de dinheiro, afirmou não haver ilegalidades na transação e prometeu apresentar o contrato da produtora do filme. Valdemar Costa Neto disse que não viu o contrato e reforçou que o ex-banqueiro estava sendo investigado, não condenado. Costa Neto manteve o enfrentamento da posição a respeito de Eduardo Bolsonaro.

Investigações da PF

A PF investiga se parte dos recursos foi destinada a um fundo nos EUA e se houve favorecimento ou irregularidades na condução do financiamento do filme. As informações sobre o andamento das apurações podem trazer novos desdobramentos para o caso.

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