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PF aponta elo entre encontros e aportes envolvendo Cláudio Castro e Banco Master

PF liga encontros entre Cláudio Castro e Daniel Vorcaro a aportes de R$ 3,69 bilhões do Rioprevidência ao Banco Master, sob investigação

Cláudio Castro e Daniel Vorcaro — Foto: Reprodução
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  • PF aponta “elevada coincidência temporal” entre encontros do então governador Cláudio Castro e o banqueiro Daniel Vorcaro e a liberação de aportes bilionários do Rioprevidência no Banco Master.
  • A defesa de Castro negou relação pessoal indevida; o ministro André Mendonça autorizou a nova fase da Operação Compliance Zero.
  • A investigação afirma que a relação incluiu vínculo pessoal próximo, com encontros em ambientes privados e no exterior, custeados pelo banqueiro, e teria influenciado o alinhamento político para liberar os aportes.
  • O Rioprevidência destinou R$ 3,69 bilhões ao Banco Master, com a cúpula do fundo alterada pouco antes das operações financeiras e nomeações para cargos-chave.
  • Segundo a PF, houve credenciamento do Banco Master logo após a troca de diretor e investimentos em fundos ligados ao banco; o ministro aponta alta probabilidade de um esquema de corrupção e lavagem de dinheiro.

A Polícia Federal apura a relação entre o então governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), e o banqueiro Daniel Vorcaro. A investigação aponta uma coincidência temporal entre encontros de Castro com Vorcaro e a liberação de aportes do Rioprevidência ao Banco Master. A defesa de Castro afirma não haver relação pessoal inadequada.

A decisão do ministro André Mendonça, do STF, autorizou a nova fase da Operação Compliance Zero. Os investigadores destacam sincronismo entre encontros dos two envolvidos e os aportes financeiros subsequentes do RPPS, o regime próprio de previdência do estado.

Contornos da relação entre atores e investimentos

A PF sustenta que o relacionamento não foi apenas institucional, mas possuía vínculo pessoal próximo, com encontros em ambientes privados e no exterior, custeados pelo banqueiro. A apuração aponta que esse alinhamento político facilitou a liberação de recursos e influenciou mudanças no Rioprevidência.

Os investigadores destacam que a cúpula do Rioprevidência foi alterada pouco antes das operações investigadas. Houve indicação de dirigentes para cargos estratégicos, como presidência, diretoria e gerência de investimentos, segundo a decisão.

Sequência de fatos e aportes

Segundo o documento, Eucherio Lerner Rodrigues assumiu a diretoria de investimentos do Rioprevidência em 4 de outubro de 2023. No mesmo dia, o Banco Master solicitou credenciamento junto ao fundo, marcando o início dos investimentos alvo da operação.

A PF aponta que o Rioprevidência destinou cerca de R$ 3,69 bilhões ao Banco Master, via Letras Financeiras e fundos ligados ao grupo financeiro. Parte dos aportes ocorreu após obstáculos regulatórios para manter as Letras Financeiras, empurrando recursos para fundos estruturados ligados ao banco.

Contexto regulatório e investigação

A decisão de Mendonça aponta “elevada probabilidade” de participação dos investigados em um esquema de corrupção e lavagem de dinheiro ligado ao desvio de bilhões do Rioprevidência. O Rioprevidência segue sob investigação quanto a operações com o Banco Master e uso de recursos públicos.

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