- A Polícia Federal deflagrou operação nesta terça-feira (26) contra o ex-prefeito de Macapá, Antônio Furlan, suspeito de integrar uma milícia digital para atacar opositores.
- Foram cumpridos 38 mandados de busca e apreensão em Macapá, Belém e Canela, incluindo o condomínio onde Furlan mora e outros endereços.
- A investigação parte de um contrato de R$ 25 milhões entre a prefeitura de Macapá e uma empresa de publicidade, apontando desvio de finalidade e uso de publicidade positiva para favorecer o então prefeito.
- A PF afirma que a rede digital de desinformação envolvia jornalistas, influenciadores e ex-secretários que postavam conteúdos para difamar opositores.
- Além de Macapá, a operação resultou em prisões por posse ilegal de arma de fogo e na apreensão de cerca de R$ 72 mil.
O ex-prefeito de Macapá, Antônio Furlan, esteve no centro de uma operação da Polícia Federal nesta terça-feira, 26. A ação cumpriu 38 mandados de busca e apreensão no condomínio onde ele reside e em outros endereços. A investigação envolve a existência de uma suposta milícia digital voltada a opositores políticos.
A PF aponta que o contrato de cerca de 25 milhões de reais entre a prefeitura e uma empresa de publicidade teria motivado a atuação. A apuração indica desvio de finalidade e uso da publicidade para favorecer o então chefe do Executivo municipal, com ataques a adversários.
Segundo a corporação, o grupo mantinha uma rede de desinformação que envolvia jornalistas, influenciadores e ex-secretários. Essas pessoas teriam publicado conteúdos em sites e blogs para difamar opositores de Furlan.
O delegado responsável, na avaliação da PF, observou uma violação ao princípio da impessoalidade, com uma prática de publicidade positiva desproporcional em relação ao prefeito e ataques a opositores. A medida também visava esclarecer o uso de recursos públicos.
Desdobramentos da operação
Além de Macapá, a ação ocorreu em Belém, no Pará, e em Canela, na Serra Gaúcha. Duas pessoas foram presas por posse ilegal de arma de fogo, e cerca de 72 mil reais foram apreendidos.
Furlan declarou confiança na justiça e nas instituições, afirmando acreditar que a verdade prevalecerá. O histórico do ex-prefeito inclui afastamento do cargo em março, determinado pelo STF, após suposta fraude em licitação e desvio de recursos para obras de hospital.
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