- O presidente Lula afirmou, em Manaus, que os homens devem “ganhar o mundo da cozinha, de lavar o banheiro e de dar banho nas crianças”, feitos durante anúncio de investimentos no Amazonas.
- Lula disse que as mulheres já “ganharam o mundo do trabalho” e citou a Lei da Igualdade Salarial, validada pelo STF em 14 de maio, como algo extraordinário.
- O presidente tratou ainda da violência contra a mulher, mencionando o feminicídio e que o governo publicou mais portarias e decretos de proteção nos últimos 100 dias do que nos 100 anos anteriores, em referência ao Pacto Nacional Brasil Contra o Feminicídio.
- A Lei 14.611 de 2023 busca assegurar a igualdade salarial entre homens e mulheres, proibindo diferença de salário por sexo, idade, cor ou estado civil, com regras de transparência para empresas.
- A lei acrescenta relatórios semestrais de salários para empresas com cem ou mais empregados e exige planos de ação para corrigir desigualdades identificadas.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva participou de anúncios de investimentos no Amazonas nesta quarta-feira, 27 de maio de 2026. O ato ocorreu no Estaleiro Juruá, em Manaus. Lula afirmou, de forma contextualizada, que homens precisam assumir tarefas tradicionais da casa para assim contribuir com a economia e a sociedade.
Segundo ele, as mulheres já venceram o mercado de trabalho. O presidente citou a Lei da Igualdade Salarial, cuja validação pelo Supremo Tribunal Federal ocorreu em 14 de maio, classificando o feito como extraordinário. A fala ocorreu durante a cerimônia no Estaleiro.
Ainda sobre violência contra a mulher, Lula disse que o país enfrenta um momento difícil com o feminicídio. Ele ressaltou que o governo publicou mais portarias e decretos de proteção às mulheres nos últimos 100 dias do que nos 100 anos anteriores. A menção refere-se ao Pacto Nacional Brasil Contra o Feminicídio, lançado em 4 de fevereiro e assinado por representantes dos Três Poderes.
Lei da Igualdade Salarial
A Lei 14.611 de 2023 foi criada para assegurar igualdade salarial entre mulheres e homens, alinhando-se ao princípio constitucional que proíbe diferença de remuneração por sexo, idade, cor ou estado civil. A Consolidação das Leis do Trabalho também prevê regras de equiparação.
Entre os mecanismos da nova lei, destaca-se a obrigação de transparência: empresas com 100 ou mais empregados devem publicar relatórios semestrais sobre salários e critérios remuneratórios. Caso haja desigualdade identificada, a empresa deve elaborar um plano de ação para corrigir as diferenças.
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