- O Partido Liberal (PL) passou a defender, publicamente, uma mudança mais abrupta na jornada, propondo o modelo 4×3: quatro dias trabalhados com três dias de folga.
- Internamente, há quem admita que essa mudança pode gerar impactos econômicos e sociais, chegando a dizer que poderia “quebrar” o Brasil.
- O PL continua buscando manter a possibilidade de pagamento por horas, defendendo horas trabalhadas e horas recebidas; caso essa pauta não avance, a meta é manter a proposta de 4×3.
- A incorporação da pauta de horas à PEC depende do presidente da Câmara, Hugo Motta, que ainda não sinalizou a mudança durante a votação no plenário.
- Parte do governo avalia que a hipótese de adotar a 4×3 pode atrasar a implementação da jornada, ampliando debates no Senado, e vê o PL como isolado nessa defesa.
O PL, partido do ex-presidente Jair Bolsonaro, passou a defender uma mudança mais abrupta na jornada de trabalho, propondo o modelo 4×3: três dias de folga a cada quatro trabalhados. A ideia ganha espaço na Câmara, em meio a disputas sobre a PEC 6×1 e a pauta de redução de jornada.
O grupo sinaliza, internamente, que a mudança pode ter grandes impactos, chegando a admitir que pode “quebrar” o Brasil. A oposição, por sua vez, critica a pressão vista nas redes sociais para aprovar a medida.
Ainda segundo a corrente majoritária, o foco real é manter a discussão sobre a possibilidade de pagamento por horas. Se aprovada, a ideia seria somar horas trabalhadas e recebidas; se rejeitada, o caminho seria avançar com a proposta 5×2. A posição depende de votações internas no partido.
Situação na Câmara
Até o momento, não há sinal de que a discussão sobre horas seja incorporada à PEC durante o plenário. A decisão cabe ao presidente da Câmara, Hugo Motta, que ainda não sinalizou o quê será levado à votação.
Caso o tema não avance, o PL afirma que manterá o pedido pela implementação da 4×3 e nega acordos para recuar. Sóstenes Cavalcante (PL-RJ) reiterou que o partido não voltará atrás, segundo declarações ao R7 Planalto.
Do lado governista, a avaliação é de que a eventual implantação da jornada poderia atrasar o cronograma, com debates adicionais no Senado. Ainda assim, estimam que o recuo do PL ficaria isolado, caso não haja acordo.
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