- Nicolas Sarkozy encerrou nesta quarta-feira (27) a fala final no julgamento do caso líbio em segunda instância, afirmando que “não traiu a confiança dos franceses”.
- O processo investiga financiamento ilegal da campanha de 2007 por meio do regime líbio de Muammar Kadhafi; o ex-presidente nega as acusações desde o início.
- A acusação pediu sete anos de prisão, descrevendo Sarkozy como “instigador” de um pacto de corrupção com a Líbia, envolvendo financiamento clandestino e contrapartidas.
- A decisão sobre o caso será anunciada em 30 de novembro, após três semanas de debates entre defesa e promotoria.
- O julgamento ocorre em meio a debates sobre transparência política e a relação entre poder e Justiça na França, com dezenas de testemunhas ouvidas pela corte.
Nicolas Sarkozy encerrou nesta quarta-feira (27) a defesa no julgamento do caso líbio em segunda instância, afirmando que não traiu a confiança dos franceses. O processo analisa financiamento ilegal da campanha de 2007 por meio do regime líbio de Muammar Kadhafi, acusações que o ex-presidente nega. A decisão está marcada para 30 de novembro.
A sessão de conclusão encerrou três semanas de debates na corte de Paris. A defesa sustenta que o caso se apoia em depoimentos contraditórios e em documentos cuja autenticidade é contestada. A acusação afirma haver indícios suficientes para esclarecer responsabilidades políticas e financeiras.
O que está em jogo
Sarkozy pediu ser julgado pelo que fez, não pela sua posição. Ele afirmou que a investigação envolve uma perseguição judicial prolongada e citou a necessidade de transparência. A promotoria, por sua vez, sustenta que o julgamento é essencial para dirimir dúvidas sobre financiamento de campanha.
A defesa alega que não houve rastro financeiro inequívoco que comprove as acusações. Os advogados destacaram a ausência de transferências bancárias ou registros contábeis. Já a acusação considera que operações clandestinas podem deixar vestígios suficientes para a responsabilização.
A audiência contou com dezenas de testemunhas, entre ex-ministros, assessores e intermediários. Alguns relatos indicam que emissores líbios teriam transportado dinheiro vivo para a campanha de 2007. Outros negaram irregularidades, atribuindo as acusações a disputas no antigo regime de Kadhafi.
O caso repercute no debate público sobre transparência política na França e sobre o equilíbrio entre poder e Justiça. Analistas apontam que a disputa expõe fragilidades do controle de campanhas e tensões entre o poder político e o judiciário.
Com AFP
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