- O presidente nacional do PT, Edinho Silva, afirmou que a aprovação da PEC que encerra a escala 6 X 1 foi “surpreendente” e o texto segue para o Senado.
- Ele disse ter convicção de que o Senado vai dar prioridade à análise da proposta, pela importância para trabalhadores.
- A PEC foi aprovada em primeiro turno com setenta e dois votos a favor (472) e vinte e dois contra, e em segundo turno com cento e sessenta e um votos favoráveis (461) e dezenove contrários; eram necessários pelo menos 308 votos em cada turno.
- Edinho destacou que a redução da jornada de trabalho é vista como correção de uma injustiça histórica e pode ampliar tempo de descanso, convívio familiar e qualificação profissional.
- O petista atribuiu a aprovação ao empenho de Lula e à sensibilização das bancadas, e afirmou que o presidente está aberto ao diálogo para eventuais ajustes no Senado.
O presidente nacional do PT, Edinho Silva, classificou como surpreendente o resultado da aprovação da PEC que reduz a escala 6 X 1 para 5 X 2 na Câmara, ocorrida na quarta-feira, 27 de maio de 2026. O texto segue para o Senado, conforme anúncio feito nesta quinta (28), em entrevista à CNN.
Edinho afirmou ter convicção de que o Senado dará prioridade à análise da PEC, pela importância para trabalhadoras e trabalhadores brasileiros. Ele destacou a redução da carga horária como uma correção de injustiça histórica.
A PEC foi aprovada em primeiro turno por 472 votos a favor e 22 contrários, e em segundo turno por 461 a 19. Eram necessários 308 votos em cada votação para avançar.
Diálogo entre governo e Congresso
O presidente do PT disse que a perspectiva de atuação do governo em favor da proposta depende de sensibilização das bancadas. Segundo ele, o clima favorável observado na Câmara pode se repetir no Senado, com apoio do presidente Lula.
Edinho afirmou que o tema tem raiz na história brasileira e remonta à Assembleia Constituinte de 1988. A defesa das 40 horas semanais é apresentada como reivindicação histórica de trabalhadores.
Relações institucionais
Sobre a relação entre o governo e o Senado, Edinho disse que Lula busca diálogo político constantemente. Caso haja necessidade de intensificar articulações para aprovar a PEC, o presidente estaria aberto ao diálogo, segundo o petista.
O episódio envolvendo a rejeição da indicação de Jorge Messias ao STF foi citado como episódio grave que pode exigir novas negociações entre Executivo e Legislativo, sem impedir avanço da pauta.
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