- O vice-presidente Geraldo Alckmin afirmou que Flávio Bolsonaro pediu a Donald Trump a classificação do PCC e do Comando Vermelho como organizações terroristas para sair do tema do Banco Master.
- Segundo Alckmin, o ex-presidente e a família Bolsonaro “pensam mais em si do que no país” e tentaram desviar o foco da investigação sobre o Banco Master.
- Na véspera, o governo dos Estados Unidos classificou o PCC e o CV como organizações terroristas, visando dificultar financiamentos das redes criminosas.
- Flávio Bolsonaro, ao encontro com Trump, agradeceu ao secretário de Estado, Marco Rubio, e afirmou ter pedido pessoalmente a classificação dos grupos.
- O Brasil negou a mudança na classificação, alegando que a Lei Antiterrorismo define terrorismo com base em xenofobia, discriminação ou ato contra a ordem democrática; o Congresso aprovou ainda a Lei antifação e o aumento de penas para o crime organizado.
O vice-presidente Geraldo Alckmin comentou neste sexta-feira sobre o que chamou de interesses do clã Bolsonaro. Ele afirmou que Flávio Bolsonaro buscou apoio de Donald Trump para sair do tema ligado ao Caso Banco Master. A fala ocorreu em tom crítico ao grupo político.
Alckmin afirmou que o ex-presidente e sua família parecem privilegiar interesses pessoais em vez do país. Segundo ele, a movimentação diplomática envolveria a tentativa de desviar a atenção do que classifica como gravíssimo caso de corrupção e sonegação relacionado ao Banco Master.
O assunto ganhou peso após a confirmação de que o governo dos EUA classificou o Primeiro Comando da Capital PCC e o Comando Vermelho como organizações terroristas. A medida visa cortar financiamentos e ampliar bloqueios de recursos.
Flávio Bolsonaro alegou, em redes sociais, ter pedido a classificação dos dois grupos aos EUA, segundo o próprio relato. A comunicação ocorreu após encontro com o presidente Donald Trump, conforme o político.
O governo norte-americano já havia sinalizado a possibilidade de mudança, mas o Brasil manteve posição contrária com base na Lei Antiterrorismo de 2016. A norma define terrorismo em termos de atos motivados por xenofobia, discriminação e ameaça à ordem democrática.
Alckmin reagiu negativamente à medida, afirmando que pode não ser eficaz no combate ao crime e ter impactos econômicos. Segundo o vice, o país precisa de ações concretas para enfrentar organizações criminosas de forma integrada.
Ele destacou que o combate ao crime organizado envolve atuação em diversas frentes. Além disso, lembrou que o Congresso aprovou novas leis e endurecimentos penais recentes para enfrentar esse tipo de delito.
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