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Lula chama decisão dos EUA de retrocesso e acusa Bolsonaros

Lula vê retrocesso em possível intervenção dos EUA contra facções brasileiras e critica aliados de Bolsonaro por buscar apoio externo, mantendo soberania

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente dos EUA, Donald Trump, depois de reunião e almoço de trabalho na Casa Branca, em Washington, nesta 5ª feira (7.mai.2026). Da esquerda para a direita, o ministro da Justiça do Brasil, Welligton César Lima, o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira e JD Vance, vice-presidente dos Estados Unidos
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  • Lula chamou de retrocesso a eventual intervenção dos EUA após as declarações do secretário de Estado, Marco Rubio, sobre facções brasileiras como PCC e CV.
  • Em Sergipe, o presidente disse que aliados de Jair Bolsonaro e membros da família dele são traidores por buscar apoio político no exterior.
  • O chefe do Executivo afirmou que as facções são terroristas para a sociedade brasileira, mas o combate deve ficar sob a atuação das instituições nacionais e de acordo com a lei.
  • O Brasil mantém cooperação com os Estados Unidos em investigações de crime organizado e lavagem de dinheiro, com a Polícia Federal já entregando documentos sobre esse tema.
  • Lula reforçou defesa da soberania e disse que o país não é república de banana, condenando pedidos de intervenção externa durante a disputa eleitoral.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou, nesta sexta-feira (29.maio.2026), a declaração do secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, sobre a possibilidade de ampliar medidas contra facções criminosas brasileiras. Lula classificou a eventual intervenção norte-americana como retrocesso e disse que as facções representam um problema para o Brasil, não para o exterior.

Durante discurso em Sergipe, Lula afirmou que o Brasil reconhece a gravidade das organizações criminosas, mas rejeita qualquer interferência externa. O presidente destacou que o combate aos grupos deve ocorrer pela atuação das instituições nacionais e mencionou que o país já mantém cooperação com os EUA em investigações de crime organizado e lavagem de dinheiro.

Lula disse ainda que há apoio político no exterior a aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro e classificou como traição a busca de governos estrangeiros por influência no processo eleitoral brasileiro. Ele ressaltou que o Brasil não admite interferência externa e defendeu a soberania nacional, ao enfatizar que o país atua com responsabilidade nesse tema.

Críticas a Bolsonaro

O chefe do Executivo voltou a criticar apoiadores de Bolsonaro que, segundo ele, buscam apoio estrangeiro para fins políticos. O discurso ocorreu na cerimônia de entrega de investimentos da Petrobras em Sergipe, com a presença de autoridades locais e parlamentares aliados. Lula afirmou que há quem visite os EUA para defender intervenção, o que reputou como traição.

Segundo o presidente, há pessoas que não aceitam o resultado eleitoral e tentam deslegitimar o processo político no país, sob a defesa de interesses internacionais. Ele reiterou que o Brasil não é alvo de pressões externas e que a soberania permanece intacta, destacando o compromisso com a lei e com o combate ao crime.

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