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Pam Bondi admite erros de censura em arquivos Epstein, culpa sucessor

Pam Bondi admite erros de redação nos arquivos de Epstein e responsabiliza Todd Blanche pela divulgação dos documentos

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  • Pam Bondi admitiu erros de redação nos arquivos de Epstein e responsabilizou Todd Blanche pela supervisão do processo na Justiça.
  • A ex-procuradora afirmou que a Justiça cumpriu tudo o que o Epstein Files Transparency Act exigia, apesar da tarefa ter sido “enormemente complexa e trabalhosa”.
  • Bondi disse que não liderou pessoalmente todas as etapas eDelegou a supervisão a Blanche, seu substituto e vice-procurador-geral.
  • A declaração foi feita em 29 de maio, durante uma leitura de abertura em reunião a portas fechadas com o Comitê de Supervisão da Câmara; a transcrição deve ser divulgada.
  • O inquérito busca apurar a gestão do caso de Jeffrey Epstein e de Ghislaine Maxwell, com foco nas divulgações de documentos e possíveis omissões pela do Departamento de Justiça.

Pam Bondi afirmou que o Departamento de Justiça cometeu erros de redacção nos arquivos de Epstein e responsabilizou o substituto, Todd Blanche, pela prestação de contas durante a divulgação dos documentos. A declaração ocorreu na abertura de uma audiência a portas fechadas com o Comitê de Supervisão da Câmara.

A ex-procuradora-geral disse aos congressistas que cumprir a Epstein Files Transparency Act foi uma tarefa extremamente complexa e que, até onde sabe, o DOJ entregou tudo o que a lei demanda. Ela ressaltou que a revisão dos documentos foi liderada por Blanche.

Bondi foi afastada do cargo por Donald Trump em 2 de abril, em parte por divergências sobre os arquivos de Epstein. Blanche, ex-advogado pessoal de Trump, atua hoje como procurador-geral interino e conduziu a revisão sob supervisão da pasta.

Detalhes do processo de divulgação

O comitê de fiscalização informou que a entrevista de Bondi não foi transmitida, mas poderá ter transcrição divulgada em breve. O grupo também indicou que Bondi e parlamentares podem discutir publicamente o conteúdo da oitiva.

Blanche afirmou que muitos documentos foram retidos para proteger a privacidade de vítimas, conforme permitido pela lei. Ainda assim, o material liberado continha nomes de algumas supostas vítimas, o que gerou críticas sobre falhas no procedimento de redacção.

O DOJ divulgou cerca de 3,5 milhões de páginas de arquivos sobre Epstein até o final de janeiro, mas manteve 2,5 milhões de páginas e redigiu grande parte do material. A decisão gerou acusações de ocultamento por parte de fiações políticas.

Contexto e desdobramentos

As investigações sobre Epstein envolvem também a controladora Ghislaine Maxwell, já condenada por tráfico de menores. Bondi e o DOJ enfrentam questionamentos sobre possíveis atalhos para poupar aliados de Epstein.

Parte das controvérsias repousa sobre se a Casa Branca teria influenciado a liberação de arquivos ou a investigação de associados. Trump e seus apoiadores chegaram a defender novas ações judiciais com base nesses documentos.

O comitê indicou que continuará apurando a gestão dos arquivos e que o andamento do caso pode incluir novas audiências. A discussão cobre ainda como dados sensíveis de vítimas são protegidos durante a divulgação pública.

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