- A juíza federal retomou a ação de Donald Trump e dos filhos contra a Receita Federal (IRS) para apurar o acordo de US$ 1,8 bilhão ligado ao “fundo anti-weaponização e justiça”, questionando sua transparência e finalidade.
- O acordo anterior, que supostamente impede futuras auditorias sobre as declarações de imposto da família, foi visto como controverso e alvo de críticas, inclusive de alguns republicanos.
- A decisão de reabrir o processo foi tomada após um grupo bipartidário de ex-juízes pedir que a corte analise mais de perto as circunstâncias e os possíveis benefícios para as partes.
- A juíza Kathlee Williams pediu aos advogados de Trump que informem, até 12 de junho, se houve conluio entre as partes e se o caso deve permanecer aberto para evitar fraudes no tribunal.
- Há dúvidas sobre o fundo de US$ 1,8 bilhão, que pode beneficiar apenas alguns requerentes e está sujeito a contestação federal, incluindo bloqueios temporários e desafios judiciais.
O juiz federal de Miami, Kathleen Williams, reabriu a ação de Donald Trump contra a Receita Federal (IRS) para examinar o acordo de 1,8 bilhão de dólares ligado a um fundo considerado “anti-weaponização”. A reabertura ocorreu após uma defesa de terceiros afirmar que o acordo carece de detalhes e pode representar fraude ao tribunal.
A ação original foi movida pelo presidente e pelos filhos após vazamento de declarações fiscais pessoais e empresariais. Trump havia retirado a ação na semana passada, e o Departamento de Justiça anunciou que a família não seria auditada novamente.
Williams pediu esclarecimentos sobre quem se beneficia com o acordo e as circunstâncias da negociação. A decisão acende dúvidas sobre a transparência do processo, segundo a defesa de ex-juízes que ingressaram com o pedido.
Fundo e críticas ao acordo
O fundo de 1,8 bilhão de dólares, destinado a indenizar alegados vítimas do governo federal, tem sido alvo de críticas de congressistas e de alguns republicanos. Críticos veem o mecanismo como potencial benefício político para aliados da família Trump.
Relatos indicam que a atuação da Justiça envolve possível pressão para encerrar o caso rapidamente. A Justiça pode convocar oficiais do Departamento de Justiça para depor caso haja novas investigações.
A participação de Trump no litígio, com o governo sob a mesma jurisdição, foi apontada como potencial conflito. A juíza já havia questionado se o acordo realmente exigia supervisão judicial adequada.
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