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Lula defende resgate do verde e amarelo pela esquerda e critica uso bolsonarista

Lula defende retorno do verde e amarelo à esquerda e critica apropriação bolsonarista durante lançamento da Tela Brasil no Rio

Lula durante lançamento do Tela Brasil no Rio de Janeiro
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  • Lula, no Rio de Janeiro, defendeu que as cores verde e amarelo voltem a ser usadas pela esquerda, para não serem associadas ao bolsonarismo, durante o lançamento da plataforma Tela Brasil.
  • O presidente afirmou que é preciso desenvolver “cultura política” para a população participar da escolha de candidatos, em ato com a primeira-dama e ministros.
  • Lula elogiou o governador interino do Rio de Janeiro, citou a importância de transformar cultura em política de Estado e criticou o desmonte de iniciativas culturais anteriores, como os Pontos de Cultura.
  • A Tela Brasil, plataforma de streaming pública, terá acesso gratuito com login via Gov.br; o catálogo reúne 555 obras, com mais de 300 títulos com acessibilidade e a previsão de chegar a mais de mil produções.
  • A parceria com a Empresa Brasil de Comunicação permitirá a integração de títulos da TV Brasil; o governo afirmou que a imagem do Brasil no exterior tem melhorado e que a plataforma amplia a presença cultural nacional.

Durante o lançamento da plataforma pública de streaming Tela Brasil, neste sábado, no Rio de Janeiro, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva pediu que as cores verde e amarelo voltem a representar a esquerda e não o bolsonarismo. A cerimônia ocorreu na Cidade das Artes, na Barra da Tijuca, com participação da primeira-dama Janja Lula da Silva, ministros e aliados locais.

Lula indicou que a esquerda precisa aprender a usar o verde e amarelo e comentou que, na Copa do Mundo, a militância deve vestir as cores para não permitir que sejam associadas a fascismo. O presidente reforçou a necessidade de uma cultura política que envolva a população na escolha de candidatos.

O discurso ocorreu durante o lançamento do Tela Brasil, plataforma que oferece conteúdo audiovisual público e gratuito. A apresentação contou com a participação do governador interino do Rio de Janeiro, o desembargador Ricardo Couto, e mostrou apoio à consolidação de políticas culturais como parte do Estado.

Lula ressaltou que programas culturais devem deixar de ser gestão pontual e tornar-se política de Estado, citando a ampliação de Pontos de Cultura que ocorreu nos governos anteriores. Segundo o presidente, o País passou de 4 mil Pontos para 16 mil iniciativas culturais.

Tela Brasil

A plataforma Tela Brasil, que inicialmente será acessível pela web, terá login via Gov.br e conteúdo gratuito. O evento marcou o primeiro “play” simbólico com Lula e Margareth Menezes, ministra da Cultura, destacando a disponibilidade de 555 obras com recursos de acessibilidade. A expectativa é ampliar o catálogo para mais de mil títulos em breve.

A ministra Menezes destacou que o audiovisual enfrenta gargalos de distribuição e que a Tela Brasil busca ampliar cooperação internacional, com acordos já firmados com China e França. Ela enfatizou a importância de ampliar espaços culturais e a integração de acervos da TV Brasil à plataforma.

Lula mencionou ainda a soberania nacional e a imagem do Brasil no exterior, afirmando que o país recebe reconhecimento global ao longo dos últimos anos. A fala ocorreu dentro de um contexto de fortalecimento da cultura como política pública, com foco em acessibilidade e oportunidades para o público.

Margareth Menezes defendeu que o governo não precisa criar novas produtoras para valorizar a cultura nacional, citando a atuação de parcerias já existentes. Ela também destacou que o Brasil busca ampliar acordos comerciais e ampliar a promoção cultural na América Latina.

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