- No último domingo, Abelardo de la Espriella e Iván Cepeda foram os mais votados no primeiro turno das eleições presidenciais da Colômbia e vão ao segundo turno em 21 de junho.
- De la Espriella, de 47 anos, é advogado da direita nacionalista e lidera o movimento Defensores da Pátria; propõe livre abertura econômica e maior combate ao crime.
- Cepeda, de 63 anos, é senador apoiado pelo presidente Gustavo Petro, com histórico de atuação na esquerda, direitos humanos e negociações de paz.
- Entre as controvérsias envolvendo De la Espriella estão a ideia de legalizar parte do capital ilegal ligado ao narcotráfico para “limpar” a economia, além de ter defendido figuras como Jorge Visbal e Alex Saab.
- A eleição no segundo turno simboliza o embate entre modelos opostos: segurança e redução do Estado versus continuidade das políticas de esquerda centradas em direitos humanos e acordos de paz.
No último domingo (31), Abelardo de la Espriella e Iván Cepeda foram os candidatos mais votados no primeiro turno das eleições presidenciais da Colômbia. O segundo turno está marcado para 21 de junho, definindo o presidente até 2030.
De la Espriella é advogado de 47 anos que representa a direita nacionalista, com o movimento Defensores da Pátria. Sua campanha enfatiza liberdade econômica, corte de gastos públicos e combate ao crime, usando o tigre como símbolo.
Entre as controvérsias associadas ao candidato estão propostas como a legalização de parte do capital ilegal relacionado ao narcotráfico para limpar a economia. Além disso, dele já foram citadas defesas de figuras com histórico policial controverso.
Perfil, trajetória e alianças de Iván Cepeda
Cepeda tem 63 anos, é senador há 12 anos e integra a esquerda colombiana. Filósofo de formação, já atuou no Partido Comunista e na União Patriótica e é reconhecido por atuação em direitos humanos e negociações de paz com grupos guerrilheiros.
Ele recebe o apoio do presidente Gustavo Petro e mantém posição alinhada a políticas de esquerda, com foco em direitos humanos e continuidade de acordos de paz. Cepeda também ocupa posição crítica a adversários históricos da oposição.
A relação entre Cepeda e Álvaro Uribe é marcada por disputas políticas e acusações mútuas. Cepeda critica violações de direitos humanos e ligações com paramilitares; Uribe e aliados indicam vínculos com as Farc. Cepeda nega e planeja ações legais para proteger sua honra.
O que está em jogo no segundo turno
O embate esboça modelos econômicos e sociais opostos. Espriella defende segurança mais rígida, maior controle estatal e restrições ao aborto. Cepeda defende a continuidade de propostas de Petro, com ênfase em direitos humanos e acordos de paz.
A votação decisiva ocorre em 21 de junho, quando o candidato vencedor passará a governar o país pelos próximos quatro anos. A cobertura completa acompanha as composições de alianças e as estratégias de campanha de cada lado.
Conteúdo informado com base na apuração da Gazeta do Povo. Para aprofundar, consulte as informações da reportagem correspondente.
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