- Ministros se reúnem no Palácio da Alvorada nesta segunda-feira, 1º de junho, para tratar da tensão causada pela possível classificação das facções criminosas brasileiras PCC e CV como organizações terroristas internacionais pelos EUA.
- Participam da reunião o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o ministro da Fazenda, Dário Durigan, e Guilherme Boulos, da Secretaria-Geral da Presidência, com a presença da Casa Civil.
- Durigan afirmou, em entrevista à CBN, que pode haver impactos econômicos negativos e que o governo brasileiro trabalhará para evitar que esse movimento atinja famílias e empresas.
- Ele ressaltou que, se houver alegação de que determinado banco brasileiro mantém contas associadas a membros do PCC, autoridades norte-americanas podem sancionar o banco pelo Tesouro dos EUA, afetando o PIX.
- O ministro citou que, no México, o Departamento de Justiça fechou bancos após designação de relação com organizações terroristas, como exemplo de consequências possíveis.
Em reunião realizada no Palácio da Alvorada nesta segunda-feira, 1º de junho, o governo discute a classificação de facções brasileiras como organizações terroristas internacionais pelos Estados Unidos. O encontro envolve o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, liderado pela Casa Civil, com a participação do ministro da Fazenda, Dario Durigan, de Guilherme Boulos, da Secretaria-Geral da Presidência, e de Miriam Belchior, chefe da Casa Civil, além do secretário especial para Assuntos Jurídicos, Marcelo Weick.
A tensão gira em torno da possível designação do Primeiro Comando da Capital (PCC) e do Comando Vermelho (CV) como terroristas pelos EUA, o que pode impactar o cenário econômico e financeiro do país. O governo busca alinhamento entre as esferas políticas para responder ao risco internacional.
Durigan argumentou que a decisão norte-americana pode trazer efeitos negativos à economia e afirmou que o governo buscará esclarecer o caso com autoridades dos Estados Unidos. Lula tem reiterado o compromisso com o combate às facções e com a defesa da soberania financeira nacional.
Contexto econômico e financeiro
Durigan ressaltou que o Pix representa soberania financeira do Brasil e não pode ser comprometido por pressões externas. Ele citou o risco de sanções a bancos que mantenham relações com membros de facções sob designação terrorista. Como referência, mencionou ações de autoridades norte-americanas no setor financeiro no México.
A avaliação é de que o cenário pode exigir medidas de resposta rápidas do governo, além de manter o calendário de diálogo com autoridades dos EUA para esclarecer dúvidas sobre a atuação de entidades ligadas às facções no país.
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