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Izalci critica PEC da 6×1, diz que CLT de 1943 não pode engessar o Brasil

Líder da oposição critica engessamento da CLT de 1943 e defende flexibilização negociada da jornada, com foco em impactos econômicos e mobilidade

Izalci voltou a defender a proposta alternativa apresentada pela oposição, de autoria do senador Rogério Marinho (PL-RN). - (crédito: Marcelo Ferreira/CB/D.A Press)
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  • Líder da oposição no Congresso, o senador Izalci Lucas defende a possibilidade de flexibilizar a jornada de trabalho e critica a CLT de 1943, destacando impactos econômicos para micro e pequenas empresas.
  • A PEC que acaba com a escala 6×1 e reduz a semana de 44 para 40 horas foi aprovada pela Câmara e aguarda tramitação no Senado, com expectativa de reunião entre líderes e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre.
  • Izalci apoia a proposta alternativa da oposição, de Rogério Marinho, que permitiria negociação direta entre empregado e empregador para distribuir a jornada, mantendo direitos legais.
  • O senador afirma que quem decide a escala deve ser trabalhador e empresa, não o governo, e contesta a ideia de que a oposição defende a “PEC da escala 7×0”.
  • O debate no Senado pode seguir para a Comissão de Constituição e Justiça, com ritmo a definir pelo presidente da CCJ, Otto Alencar, e há expectativa de audiências públicas, não havendo confirmação de data.

A agenda no Senado nesta semana gira em torno da PEC que acaba com a escala 6×1 e reduz a jornada de 44 para 40 horas semanais. A Câmara aprovou o texto na última semana, e parlamentares aguardam definição do rito para a tramitação. A reunião entre senadores pode ocorrer antes do feriado de Corpus Christi, marcado para quinta-feira (4).

Líder da oposição no Congresso, o senador Izalci Lucas (PL-DF) defende cautela e avaliação dos impactos econômicos. Ele ressalta que micro e pequenas empresas podem sentir efeitos relevantes com mudanças na jornada de trabalho. Em sua avaliação, é preciso considerar a realidade de milhões de empreendedores formais.

Segundo Izalci, a decisão sobre a carga horária deve ser fruto de negociação entre trabalhadores e empregadores, sem intervenção direta do Estado. Ele afirma que a proposta não pode ignorar a era digital e a inteligência artificial.

Oposição defende proposta alternativa

O parlamentar recusa a leitura de que a proposta de flexibilização criaria uma escala 7×0. Ele afirma que o conteúdo permite modelos diversos de jornada, respeitando direitos já previstos em lei. A ideia é ampliar a negociação direta entre empregado e empregador.

Izalci também critica a percepção de uso eleitoral da discussão e aponta a necessidade de combinar melhorias de qualidade de vida com medidas de mobilidade urbana. Segundo ele, investir em transporte público é parte essencial da agenda trabalhista.

Tramitação e próximos passos

A movimentação do presidente do Senado, Davi Alcolumbre, para encaminhar as duas propostas à CCJ indica a intenção de explorar caminhos distintos para a organização da jornada. Não há confirmação sobre quando a CCJ começará a analisar a matéria.

O líder oposicionista espera que o debate ocorra com seriedade, evitando leituras meramente políticas. A reportagem solicitou comentário de Alcolumbre, mas, até o fechamento desta edição, o contato não foi respondido.

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