- John Oliver criticou o uso de indultos de Donald Trump, dizendo que o presidente favorece apoiadores e doadores do Maga.
- O comediante destacou que, no primeiro mandato, Trump concedeu 238 comutações, e que, no segundo mandato, há muito menos perdões, com cerca de 250 clemências a mais rumores para marcar o 250º aniversário do país.
- Entre os beneficiados, estão aliados de Trump e figuras de destaque como George Santos e Rudy Giuliani, além de participantes do ataque ao Capitólio em sexta-feira, incluindo o líder dos Proud Boys.
- Mais de cinquenta dos perdões no segundo mandato foram para crimes de colarinho branco, como fraude e lavagem de dinheiro, incluindo Trevor Milton, fundador da Nikola, que doou milhões à campanha de Trump.
- Oliver citou o perdão a Changpeng Zhao, CEO da Binance, em outubro de 2025, após a empresa pagar bilhões em multas, e apontou possíveis relações entre o perdão e negócios envolvendo a família Trump.
John Oliver criticou, em tom crítico, o uso de indultos por parte de Donald Trump. No programa Last Week Tonight, o apresentador destacou que o presidente tem priorizado apoiadores e doadores vinculados ao movimento Maga ao conceder clemência a aliados e a figuras de fora do eixo penal comum.
Oliver lembrou que o poder de perdoar crimes federais é constitucional, porém, segundo ele, tem sido usado de forma a beneficiar cronies, incluindo casos de figuras públicas. O apresentador citou exemplos de perdões a aliados e a personalidades de alto perfil.
Dados recentes foram apresentados: nos dois primeiros anos do segundo mandato, Trump reduziu o número de comutações em relação ao primeiro mandato, e há rumores de mais 250 perdões para marcar a data de comemoração do 250º aniversário dos EUA. O jornalista aponta um padrão problemático de escolhas.
Segundo Oliver, há casos de perdões de criminosos de colarinho branco, como pessoas que contribuíram com campanhas e financiam campanhas eleitorais. Também citou a concessão de perdões a participantes de eventos violentos ocorridos no Capitólio em 2021, incluindo alguns líderes de grupos extremistas.
O apresentador discutiu ainda a existência de propostas para criar um fundo de bilhões de dólares para compensar supostas perseguições políticas, associadas a perdões envolvendo indivíduos de alto perfil. O caso de um empresário ligado a uma grande fintech foi citado para ilustrar o uso de influência e de recursos em campanhas de apoio.
Oliver argumentou que muitos indultos parecem obedecer mais a critérios de cobertura midiática, dinheiro e vaidade do líder do que a critérios jurídicos tradicionais. Em tom crítico, ele sugeriu que esse padrão dificulta a avaliação neutra do uso do poder de clemência.
Contexto histórico
A discussão inclui exemplos de perdões de presidentes anteriores, usados como referência para comparar padrões de concessão. O apresentador ressaltou que, embora haja exceções, a prática histórica não justificaria abusos de poder.
Repercussões e perguntas
Especialistas jurídicos são citados como afirmando que nenhum presidente iniciou um mandato com tantos indultos que violam políticas de longa data. A situação levanta questões sobre a necessidade de salvaguardas ao poder de clemência.
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