- O presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, afirmou que é preciso mudar a distribuição de emendas no Congresso; disse “Do jeito que está, não dá” no 14º Fórum de Lisboa.
- Ele criticou que o Congresso está direcionando recursos para as emendas pessoais, distorcendo o programa eleito pelo eleitor.
- Kassab disse que as emendas devem estar associadas a propostas aprovadas pelo eleitor ao escolher o presidente da República.
- Defendeu o voto distrital misto, afirmando que, no distrito, é possível conhecer melhor a história de vida das pessoas para escolher quem as represente.
- Comenta sobre transparência, dizendo que a sociedade não tolera a falta de transparência e que a tecnologia permite acompanhar tudo; pediu que os poderes tornem ações mais acessíveis à população.
O presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, pediu nesta segunda, 1º de junho de 2026, a mudança na forma de distribuição das emendas no Congresso. A declaração ocorreu durante o 14º Fórum de Lisboa, em Portugal.
Kassab afirmou que o Brasil tem regime presidencialista, no qual o presidente é eleito com um programa. Segundo ele, o Congresso está direcionando recursos para um conjunto de emendas pessoais dos parlamentares.
Ele disse que a maior parte dessas emendas é destinada a ações típicas de governos municipais ou estaduais, gerando distorção na distribuição dos recursos públicos do país.
Voto distrital misto
Defensor do voto distrital misto, Kassab argumentou que, nesse modelo, o eleitor conhece melhor a trajetória dos candidatos e pode avaliar quem representará seu distrito.
Ele explicou que, sob o distrital, cada membro do Congresso é eleito por distrito, com base em votos diretos, diferente do sistema atual, que é majoritariamente proporcional para os partidos.
No entender do dirigente, a discussão sobre o tema está ausente e isso encarece o processo político, o que justifica a defesa pela adoção do distrital misto.
Transparência
O presidente do PSD ressaltou que a falta de transparência gera mal-estar na sociedade, especialmente com o avanço da tecnologia que permite acompanhar ações públicas de forma mais ampla.
Para Kassab, a adoção de mecanismos de transparência facilitaria a compreensão dos debates, das motivações e das decisões, fortalecendo a relação entre cidadão e governo.
14º Fórum de Lisboa
O Fórum de Lisboa traz o tema nova ordem internacional, tecnologia e soberania, e ocorre de 1º a 3 de junho na Universidade de Lisboa. Participam figuras de referência no setor público e privado, incluindo representantes de órgãos financeiros e empresariais.
Entre na conversa da comunidade