- Mette Frederiksen, líder do Partido Social-Democrata, vai formar um governo de coalizão de centro-esquerda em minoria.
- A coalizão fica com o Partido Social-Democrata, o Partido Popular Socialista, o Radikale Venstre e os Moderates.
- O acordo permite a Frederiksen governar pela terceira vez; o novo gabinete será apresentado em 3 de junho de 2026.
- Dinamarca ficou 69 dias sem um governo desde a eleição de março; haverá atenção a custos de vida, economia e bem‑estar.
- Na eleição, o Partido Social-Democrata teve 21,9% dos votos e 38 cadeiras, perdendo 12, ficando longe da maioria de 90.
Mette Frederiksen, líder do Partido Social Democrata, vai formar um governo de coalizão de centro-esquerda na Dinamarca, após meses de negociação. O acordo leva Frederiksen a um terceiro mandato, em meio a críticas sobre custo de vida e economia.
A coalizão terá apenas uma minoria, incluindo Socialdemokraterne, SF (Partido do Povo Socialista), Radikale Venstre e Moderaterne, segundo comunicado do Palácio. Frederiksen disse a repórteres após reunião com o rei Frederik X que apresentaria o novo gabinete na quarta-feira.
O acordo foi selado após longas negociações, com o rei recebendo o governo recém-formado no Amalienborg, em Copenhague. O anúncio foi feito pelo Palácio Real e o rei deve receber a nova equipe no início da manhã de 3 de junho de 2026.
Composição do novo governo
O gabinete terá a Socialdemokraterne à frente, aliada a SF, Radikale Venstre e Moderaterne. O anúncio ocorre em meio a um cenário político em que a eleição de março não forneceu maioria parlamentar, exigindo cooperação entre diferentes siglas.
A campanha destacou temas como custo de vida, economia, bem-estar e preocupações com agricultura. Além disso, questões ambientais, posse de animais e o impacto da agricultura no clima estiveram no centro do debate.
Contexto político e desafios
No pleito de março, a Socialdemokraterne obteve 21,9% dos votos, com 38 cadeiras, 12 a menos do que na eleição anterior, longe dos 90 para maioria. O processo de formação de governo levou 69 dias sem acordo estável.
Entre os rivais, Venstre teve seu pior resultado em mais de um século, com 10,1% dos votos. O Partido Popular Dinamarquês, de direita, triplicou votos para 9%. Trump, nos EUA, declarou interesse em Greenland, um território dinamarquês autônomo, tema que compõe parte do contexto estratégico regional.
A premiê eleita deverá cumprir prioridades domésticas, além de lidar com a pauta externa, incluindo a posição sobre Greenland e a segurança nacional. Frederiksen mantém o foco em políticas públicas para a população e para as futuras gerações.
Entre na conversa da comunidade