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Palanque de Flávio no Rio muda após desistência de Castro

Após a desistência de Castro, Flávio Bolsonaro precisa redesenhar o palanque no Rio; aliados buscam nomes e pesquisas para evitar desgaste da campanha presidencial

Senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ): pré-candidato a presidente precisa reformular palanque no Rio. (Ton Molina/Agência Senado)
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  • Com a saída do ex-governador Cláudio Castro, Flávio Bolsonaro busca reconstruir seu palanque no Rio, estado estratégico para o bolsonarismo.
  • Aliados avaliam a viabilidade de nomes em pesquisas antes de definir quem disputará o Senado, com nomes como Sóstenes Cavalcante e Carlos Portinho no radar.
  • A pressão aumenta após investigações da Polícia Federal que atingem Castro em menos de duas semanas, gerando desgaste para o grupo.
  • Douglas Ruas continua pré-candidato ao governo pelo PL; pedido para assumir o governo do estado foi negado pelo Supremo Tribunal Federal.
  • O PL pretende associar a imagem de Ruas à de Flávio para fortalecer o palanque no Rio, importante pela força eleitoral do partido no estado.

Com a saída do ex-governador Cláudio Castro do cenário eleitoral, o palanque de Flávio Bolsonaro (PL) no Rio de Janeiro passa por reestruturação. O objetivo é manter a força do grupo no estado, berço do bolsonarismo, diante de investigações da Polícia Federal contra Castro.

A dupla liderança do PL no estado busca definir nomes para a chapa ao Senado. Entre os cotados estão o deputado federal Carlos Jordy, que defende redirecionar esforços e avaliar nova estratégia para não prejudicar Flávio no Rio, e o líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante, ligado a Silas Malafaia. O senador Carlos Portinho surge como opção externa.

Douglas Ruas, presidente da Alerj, confirmou sua pré-candidatura ao governo pelo PL. A intenção é apresentar um plano de governo capaz de superar o desconhecimento local, mesmo diante de rejeições a pedidos de substituição no STF e da ausência de apoio de Castro. Ruas nega que seja candidato de continuidade, buscando vínculo autônomo com o eleitorado.

Sem o governador no momento, o PL pretende associar a imagem de Ruas à de Flávio Bolsonaro. Inicialmente, a estratégia era manter o governo estadual mais independente do pé de apoio presidencial, para facilitar viagens nacionais de Flávio. O Rio é o terceiro maior colégio eleitoral do país e, na prática, decisivo em cenários de disputa acirrada.

O peso político do Rio é destacado por dirigentes do PL. Sóstenes Cavalcante afirma que o estado continua estratégico pela força da bancada do partido, que inclui três senadores e uma bancada expressiva de deputados federais. A consolidação do palanque no Rio é vista como crucial para a credibilidade da candidatura de Flávio no cenário nacional.

Para a comunidade acadêmica, a avaliação é de que os nomes ventilados para o palanque costumam falar pouco fora da bolha bolsonarista. A pesquisadora Mayra Goulart, da UFRJ, aponta que o Rio pode decidir o resultado caso a eleição seja apertada, e que o pleito no estado funcionará como teste de resiliência do bolsonarismo na região.

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