- Lideranças do PT discutem a “tese do CPF” para tratar citações nas investigações sobre o Banco Master, com defesa de responsabilidade individual.
- A ideia é que eventuais citações não impliquem o partido como conjunto, dependendo de quem for citado nas apurações.
- O principal temor interno envolve Augusto Lima, ex-sócio de Vorcaro, que tem relações com a política baiana e com o PT da Bahia.
- O PT sustenta que vínculos institucionais entre Rui Costa, Jacques Wagner ou outras pessoas com Vorcaro não configuram irregularidade por si só.
- Existe a preocupação de que o caso Master possa chegar ao Planalto, mas a cúpula afirma não haver motivo para temer e reforça o foco em não contaminar a eleição.
Lideranças do PT avaliam a adoção da tese do CPF para enfrentar possíveis citações na investigação sobre o Banco Master. A apuração foi divulgada pela âncora da CNN, Tainá Falcão, com base em fontes internas do partido. A ideia é tratar eventuais menções de forma individual, sem responsabilizar o partido como um todo.
Segundo a avaliação interna, se uma liderança aparecer nas apurações, a defesa deve ser apresentada de maneira pessoal, e não como responsabilidade coletiva do PT. A estratégia visa evitar que vínculos institucionais do partido sejam usados para ampliar o escrutínio sobre o conjunto da sigla.
Temor específico no PT baiano
A apuração aponta um receio maior em relação a Augusto Lima, ex-sócio de Vorcaro, que mantém ligações com a política da Bahia e com o PT local. Lima teria atuado em projetos de crédito consignado no estado, como o CredCesta, com interlocução envolvendo Rui Costa e Jacques Wagner.
Essa relação é explorada pela oposição para associar o caso ao núcleo petista da Bahia. Dirigentes do PT ressaltam que uma interlocução institucional entre figuras do partido e Vorcaro não configura, por si só, irregularidade alguma.
A avaliação interna é de que adversários de Lula tentam transformar relações antigas, com Vorcaro e outros empresários, em acusações políticas. O PT sustenta que o crescimento do Banco Master ocorreu durante o governo Bolsonaro e que a origem da instituição não está na Bahia.
Apesar da posição pública de tranquilidade, dirigentes reconhecem a possibilidade de o caso alcançar o Planalto. A prioridade é impedir que eventuais acusações envolvendo pessoas do entorno contaminem o caminho eleitoral.
Entre na conversa da comunidade