- O Partido Republicano de Minnesota pediu um momento de silêncio para Derek Chauvin na convenção anual em Duluth.
- O procurador-geral Keith Ellison, representante democrata, disse que a homenagem foi “ato de crueldade profunda” à família de George Floyd e desrespeitosa à polícia.
- Ellison afirmou que honrar Chauvin, dias após o aniversário da morte de Floyd, feriu a memória dele e a responsabilidade legal no estado.
- Chauvin recebeu pena de vinte e dois anos e meio de prisão em 2021 pela morte de Floyd e, em 2022, foi condenado a mais vinte e um anos por violação de direitos civis.
- Críticas à ação incluíram o senador Jamie Long, que classificou o ato como repugnante; a GOP Minnesota não comentou de imediato.
O Partido Republicano de Minnesota foi alvo de críticas após realizar um momento de silêncio em homenagem a Derek Chauvin, o ex-policial condenado pela morte de George Floyd durante o início de 2020 em Minneapolis. O gesto ocorreu na convenção estadual de dois dias, na cidade de Duluth, na manhã de sábado, antes das atividades oficiais. A decisão gerou controvérsia entre democratas e defensores de accountability.
Keith Ellison, procurador-geral democrata que liderou a acusação no julgamento, considerou o ato desrespeitoso às vítimas e às forças de segurança do estado. Em declaração pública, ele afirmou que a homenagem honra o condenado e fere a memória de Floyd e de seus familiares. Ellison disse ainda que a medida erode a confiança no sistema jurídico.
Chauvin já cumpre pena de 22,5 anos pela morte de Floyd, ocorrida em maio de 2020. Em 2022, recebeu uma adicional de 21 anos por violação de direitos civis. Ao longo dos anos, as decisões judiciais e recursos têm sido reiteradamente rejeitados, mantendo-o detido.
Segundo relatos locais, cerca de 10 segundos de silêncio foram observados pelos presentes no início das atividades do dia. A medida ocorre em meio a debates nacionais sobre brutalidade policial e responsabilidade dos agentes.
A reação política ganhou força entre adversários e apoiadores. A parlamentar democrata Jamie Long classificou o ato como repulsivo, destacando que a ocasião não deveria ser usada para homenagear o condenado. O partido governista não respondeu imediatamente a solicitações de comentário.
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