- A oposição tem 40 senadores e apoio de Flávio Bolsonaro para barrar o fim da escala 6×1 no Senado.
- A proposta da oposição é apresentar uma PEC que flexibiliza a lei trabalhista, permitindo jornadas de até 44 horas semanais sem restrição aos dias trabalhados.
- O governo Lula encara resistência na Casa e uma relação tensa com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, que já encaminhou o texto de Rogério Marinho à CCJ.
- Parlamentares governistas dizem que a PEC da oposição criaria uma escala “7×0”; integrantes do PT e aliados criticam a direita nas redes.
- O avanço depende de acordo no Senado, com possibilidade de retorno à Câmara para nova votação caso haja alterações na proposta.
A luta no Senado sobre o fim da escala 6×1 envolve governo e oposição, com a Câmara tendo aprovado a mudança. O texto governista enfrenta resistência de aliados da oposição bolsonarista, que tenta apresentar uma alternativa. A relação entre o Planalto e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, também pesa no andamento da pauta.
A oposição aposta em uma PEC que flexibiliza a jornada, permitindo até 44 horas semanais sem restrição aos dias trabalhados. O autor Rogério Marinho afirma que a proposta facilita negociações entre empregado e empregador para remunerar as horas extras. O grupo já reúne 40 assinaturas de senadores, incluindo Flávio Bolsonaro, único presidenciável presente no Senado.
Cerca de dois meses antes das eleições, governistas têm mobilizado esforços para derrotar a proposta bolsonarista. Parlamentares ligados ao Planalto afirmam que a PEC criaria a chamada escala 7×0, o que é contestado por opositores, entre eles Erika Hilton, Erika Kokay, Maria do Rosário e Benedita da Silva, que acusam a direita de ampliar o poder dos patrões.
Relação com o Senado e Alcolumbre
Davi Alcolumbre terá papel decisivo para o avanço de qualquer proposta sobre a jornada de trabalho. O presidente do Senado já enviou à Comissão de Constituição e Justiça o texto de Rogério Marinho, enquanto o projeto do governo permanece sem avanço. A distância entre Alcolumbre e o governo Lula complica a tramitação, conforme avaliações de assessores.
A posição de Alcolumbre ainda é incerta. Ele já sinalizou disposição de dar prioridade à pauta trabalhista antes das eleições, mas pode buscar uma solução que agrade a diferentes blocos. Caso haja alterações no texto na CCJ ou no plenário, a proposta retornará à Câmara para nova votação.
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