- Após perder a eleição de 2000, Al Gore passou a atuar em negócios privados ligados ao “verdes”, chegando a gerir cerca de US$ 44 bilhões com a Generation Investment Management.
- Criou ONGs voltadas a formar lideranças climáticas e, junto a David Blood, promovia ações midiáticas e apoiou a ascensão de Greta Thunberg.
- O documentário Uma Verdade Inconveniente, lançado em 2006, ganhou Oscars e Nobel; continuação, em 2017, teve desempenho inferior e gerou ceticismo sobre seu impacto.
- Críticas de Bjorn Lomborg apontam que várias previsões alarmistas não se confirmaram e que a resposta política foi falha; o filme é visto por alguns como propaganda ideológica.
- Dados de 2023 mostram participação de combustíveis fósseis na energia global em 81,1%; o texto defende foco em inovação e adaptação como caminhos mais eficazes.
Al Gore ganhou destaque global após a eleição de 2000, quando deixou a vice-presidência dos EUA para investir em negócios ligados ao clima. Criou uma gestão de investimentos verdes e fez carreira em palestras internacionais.
Além disso, fundou ONGs voltadas a formar líderes na área climática, que depois deram origem ao Climate Reality Project. O objetivo era promover ações e visibilidade midiática sobre o tema entre jovens.
Em 2006, o documentário Uma Verdade Inconveniente acelerou esse movimento, apresentando cenas e gráficos sobre aquecimento global. Gore atuou como narrador, roteirista e produtor, buscando impacto visual.
A obra foi premiada com o Oscar de melhor documentário e de melhor canção original, além de contribuir para o reconhecimento do Gore ao lado do IPCC. O filme consolidou a agenda climática dele.
No entanto, críticas sobre a precisão de várias afirmações surgiram ao longo dos anos. Cientistas independentes apontaram inconsistências e revisões em dados climáticos apresentados no longa.
Duas décadas depois, especialistas divergem entre o efeito mobilizador e a eficácia real das propostas. Pesquisadores questionam a relação entre o alarmismo e soluções econômicas viáveis.
A crítica de Bjorn Lomborg
O ambientalista dinamarquês Lomborg avaliou o filme como propaganda ideológica, destacando que muitas previsões alarmistas não se confirmaram. Ele defende foco em inovação e adaptação para reduzir custos.
Segundo Lomborg, as mortes por desastres climáticos caíram bastante, apesar do aumento populacional. Ele atribui esse ganho a sociedades mais ricas, que investiram em resiliência.
Ele também aponta que a substituição rápida de combustíveis fósseis é inviável economicamente. O texto sugere que tecnologia, inovação e infraestrutura são caminhos mais eficazes que pânico.
Lomborg ressalta que a participação de fósseis na energia global continua elevada, o que demanda estratégias de desenvolvimento tecnológico para reduzir custos da energia limpa.
O autor conclui que o maior equívoco do filme foi não defender opções mais inteligentes, como baterias mais eficientes, energia nuclear avançada e fusão, para ampliar a adesão à energia limpa.
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