- A operação Perfídia da Polícia Civil da Paraíba prendeu um delegado e dois agentes suspeitos de desviar drogas apreendidas para traficantes rivais.
- A ação, em João Pessoa, teve nove mandados de prisão, 24 de busca e apreensão e bloqueio de aproximadamente R$ 10 milhões em bens.
- O delegado preso é Braz Morroni, da Delegacia de Crimes contra o Patrimônio, com mais de duas décadas de atuação na instituição.
- Os investigadores detidos são Everton Rychelyson da Silva Aires, conhecido como “Bomba” ou “Bombado”, e Eduardo Jorge Ferreira do Egito, chamado de “Mão Branca”.
- Segundo a investigação, drogas apreendidas eram desviadas para o comércio ilegal e informações sigilosas eram repassadas a organizações criminosas; defesas não se manifestaram até o momento.
Foi deflagrada na manhã desta terça-feira a Operação Perfídia, da Polícia Civil da Paraíba, para combater esquema de desvio de drogas apreendidas. A ação ocorreu em João Pessoa e apura uso da estrutura estatal para favorecer o tráfico. Ao todo, nove mandados de prisão foram cumpridos. Também houve 24 ordens de busca e apreensão e bloqueio de cerca de R$ 10 milhões em bens.
Entre os detidos está o delegado Braz Morroni, vinculado à Delegacia de Crimes Contra o Patrimônio da capital paraibana. Morroni é com mais de duas décadas de atuação na Polícia Civil e já atuou em setores contra o tráfico de drogas. Segundo investigações, ele participaria do esquema ao fornecer informações estratégicas a organizações criminosas.
Outros alvos são investigadores da corporação, identificados como Everton Rychelyson da Silva Aires, conhecido como “Bomba” ou “Bombado”, e Eduardo Jorge Ferreira do Egito, apelidado de “Mão Branca”. Everton atuaria como elo entre policiais e traficantes, enquanto Eduardo seria participant direto na ocultação e movimentação de drogas desviadas.
Ao todo, a operação também prendeu sete outros suspeitos, incluindo João Wicttor Alves de Lima, Brendo Roberth Fernandes Sobral, Paulo Ricardo Barbosa de Souza — conhecido como “Galinha” —, José Alexandrino de Lira Júnior, apelidado de “Júnior Lira”, Vanessa Dantas Fernandes e Dankennedy Vieira Brito da Silva, conhecido como “Babau”.
Detalhes do desvio e próximos passos
As apurações indicam que drogas apreendidas em ações de combate ao tráfico eram desviadas e reintroduzidas no mercado ilegal. A Polícia Civil informou que o objetivo é mapear a extensão do esquema e o volume envolvido ao longo do tempo. As investigações seguem para identificar novos possíveis envolvidos.
A Justiça autorizou o bloqueio de bens e valores vinculados aos investigados e a continuidade das diligências para coletar provas. As defesas dos acusados ainda não se manifestaram sobre as acusações.
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