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Diretor-geral da PF defende abertura de inquérito sobre Dark Horse

PF defende inquérito próprio sobre Dark Horse, apontando novos elementos de apoio no exterior e irregularidades em licitação envolvendo a produção.

Diretor PF Andrei Augusto Passos Rodrigues durante cerimônia de Assinatura de Contrato entre BNDES e MJSP recursos do Fundo Amazônia - metrópoles
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  • O diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, defende a abertura de inquérito próprio para apurar suspeita de fraude envolvendo repasses públicos na produção do filme Dark Horse.
  • Novos elementos apontam para possível suporte de pessoas no exterior, o que, segundo a PF, justificaria uma investigação independente.
  • A operação de 1º de junho apura irregularidades em termo de colaboração entre a Secretaria Municipal de Inovação e Tecnologia e o Instituto Conhecer Brasil, ligado à produção do longa.
  • Investigações indicam falhas graves no contrato de Wi-Fi em comunidades periféricas de São Paulo, com indícios de conduta ilegal desde a origem da contratação.
  • Caso não haja redistribuição a novo relator no Supremo Tribunal Federal, o caso Dark Horse pode entrar no inquérito do caso Master ou no apurado por suposta coação no processo do ex-deputado Eduardo Bolsonaro.
  • Andrei também comentou sobre a decisão dos EUA de classificar facções brasileiras como organizações terroristas, dizendo que a PF vê a equiparação como equívoco técnico.

O diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, defendeu a abertura de um inquérito para apurar possível fraude envolvendo repasses públicos à produtora responsável pelo filme Dark Horse, sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro. A declaração foi dada nesta terça-feira, 2 de junho, no Brasil, em entrevista à GloboNews. A pasta sustenta a necessidade de investigar novos elementos surgidos sobre suposta atuação de pessoas no exterior para liderar o desdobramento.

Segundo ele, trata-se de um processo autônomo para analisar o que seria um suporte de indivíduos no exterior, que estaria articulando contra o país e até coagindo o andamento de investigações já em curso.

Na segunda-feira, 1º/6, a PF realizou uma operação que apura suspeita de fraude envolvendo a licitação entre a Prefeitura de São Paulo e o Instituto Conhecer Brasil (ICB), cuja representante é Karina Gama, responsável pela produção do longa. As apurações apontam irregularidades no termo de colaboração entre a SMIT e o instituto para a instalação de Wi-Fi em comunidades periféricas.

Desdobramentos da investigação

As investigações apontam falhas graves desde a origem da contratação, segundo as autoridades. A PF não divulgou novas informações sobre o estágio atual do caso Dark Horse ou sobre eventuais impactos em contratos com a prefeitura.

Para Andrei, caso não haja distribuição a um novo relator no STF, o inquérito de Dark Horse pode integrar o inquérito do caso Master ou o apurado pela suposta coação processual envolvendo o ex-deputado Eduardo Bolsonaro. Uma das suspeitas é de que recursos teriam financiado despesas do ex-parlamentar nos Estados Unidos.

Contexto internacional e avaliação técnica

O diretor da PF comentou ainda a decisão dos Estados Unidos de classificar as facções brasileiras Primeiro Comando da Capital e Comando Vermelho como organizações terroristas estrangeiras. Ele afirmou que essa classificação é tecnicamente inadequada e dificultaria o enfrentamento das organizações criminosas.

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