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Fim da 6 x 1 pode provocar crise à direita, diz relator

Relator aponta que fim da jornada 6x1 pode provocar crise interna na direita, diante de jovens que valorizam tempo livre

Prates disse que, no passado, os jovens priorizavam a aquisição de bens, como carro e casa
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  • O relator da PEC que reduz a jornada de trabalho, deputado Leo Prates (Republicanos-BA), disse que a resistência à medida pode provocar a primeira crise da direita dentro da própria base, por causa da demanda de tempo livre da juventude.
  • A proposta altera a escala de 44 para 40 horas semanais e prevê duas folgas remuneradas por semana; havia sido aprovada pela Câmara em 27 de maio e segue para o Senado.
  • Prates participou do painel “O futuro do trabalho: tecnologia, diminuição da jornada e seus impactos econômicos e sociais” no 14º Fórum de Lisboa.
  • Segundo ele, jovens de 16 a 40 anos valorizam mais o tempo livre hoje do que a aquisição de bens no passado.
  • O congressista afirmou que a direita precisa compreender as demandas desse grupo, sob o risco de enfrentar uma crise interna caso não se adapte.

O relator da PEC que reduz a jornada de trabalho, deputado Leo Prates (Republicanos-BA), disse nesta terça-feira (2 jun 2026) que a resistência à redução pode provocar a primeira crise da direita dentro de sua própria base. Ele afirmou que a juventude, entre 16 e 40 anos, prioriza o tempo livre.

Prates participou do painel “O futuro do trabalho: tecnologia, diminuição da jornada e seus impactos econômicos e sociais”, durante o 14º Fórum de Lisboa, na capital portuguesa. O deputado ressaltou que, segundo ele, jovens de hoje valorizam mais o tempo livre do que bens materiais.

O Congresso discute a PEC, que reduz a jornada de 44 para 40 horas semanais e institui duas folgas remuneradas por semana. A proposta já passou pela Câmara dos Deputados em 27 de maio e aguarda análise do Senado.

Na visão do relator, é necessário entender para quem a reforma é feita e quais demandas emergem desse grupo de jovens. Segundo ele, a direita precisa acompanhar esse movimento para não enfrentar uma crise interna.

Além de discutir o tema, Prates ressaltou que, se não houver adaptação, a base política atual pode sofrer com a leitura de que a maioria dos jovens brasileiros se declara alinhada com a direita, o que exigiria reavaliação de estratégias.

14º Fórum de Lisboa ocorre de 1º a 3 de junho na Universidade de Lisboa e tem como tema a nova ordem internacional, tecnologia e soberania. Em edições anteriores, o evento contou com autoridades brasileiras e portuguesas e nomes internacionais.

Entre os participantes, destacam-se Gabriel Galípolo, presidente do Banco Central; Magda Chambriard, presidente da Petrobras; e Aloízio Mercadante, presidente do BNDES. A edição deste ano traz mais palestrantes internacionais em comparação aos anos anteriores.

O Fórum é patrocinado pela Presidência da República Portuguesa, que concedeu Alto Patrocínio ao evento, reconhecendo a importância institucional e cívica da discussão para Portugal, o Brasil e o cenário global.

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