- Nesta quarta-feira, trabalhadores de Portugal fizeram greve geral contra a reforma trabalhista em tramitação no Parlamento, afetando transporte, educação, saúde e serviços públicos.
- O governo defende a reforma para modernizar o mercado de trabalho, aumentar a competitividade e atrair investimentos; o primeiro-ministro Luís Montenegro afirma que há rigidez trabalhista no Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).
- Entre as medidas, estão a ampliação da terceirização, criação de banco de horas, mudanças nas regras de contratação e alterações em demissões; sindicatos dizem que as mudanças podem facilitar demissões sem justa causa e precarizar direitos.
- Os impactos já incluem cancelamentos de voos da TAP, Azul e Latam entre Portugal e Brasil; a Comboios de Portugal alerta para atrasos e cancelamentos em viagens de trem; o transporte público funciona parcialmente.
- Serviços essenciais devem operar de forma reduzida, o que pode gerar filas e atrasos em hospitais, escolas e repartições públicas.
A greve geral em Portugal mobilizou trabalhadores contra a reforma trabalhista em tramitação no Parlamento. Convocada pelas centrais sindicais, a paralisação atingiu setores como transporte, educação, saúde e serviços públicos. O governo apresenta a medida como necessária para modernizar o mercado de trabalho e ampliar a competitividade.
Os sindicatos afirmam que as mudanças podem flexibilizar demissões, ampliar a precarização e enfraquecer direitos. O primeiro-ministro Luís Montenegro destaca que a legislação atual é rígida para padrões da OCDE e que a reforma pode acelerar o crescimento econômico e atrair investimentos.
A greve foi confirmada para quarta-feira, 3 de junho, com adesão prevista em diversas cidades do país. O movimento prioriza impactos no setor público, mas também envolve parte do setor privado, segundo lideranças sindicais.
Impactos no transporte
Os protestos impactaram voos e transporte público em todo o país. A companhia TAP, a Latam e a Azul registraram cancelamentos em rotas entre Portugal e Brasil. Horários foram ajustados e alguns voos mantidos, conforme a disponibilidade de cada trecho.
Na TAP, voos entre Guarulhos e Lisboa (TP82 e TP88) permanecem programados, assim como o trecho Lisboa-Galeão (TP73) e o Lisboa-Porto Alegre (TP118). Em voos nacionais, países com saída do Rio de Janeiro, os serviços entre Galeão e Lisboa tiveram alterações.
A Azul cancelou AD8900 (Viracopos-Lisboa) e AD8901 (Lisboa-Viracopos), com voos extras programados para atender passageiros afetados (AD9700 Viracopos-Lisboa e AD9701 Lisboa-Viracopos).
A Latam cancelou LA8147 e LA8149 (Lisboa-Guarulhos). A empresa orientou passageiros a optar por reagendamento sem multa, reembolso integral ou mudança de destino.
Transporte ferroviário e urbano
Comboios de Portugal informou atrasos e cancelamentos em viagens nacionais e regionais. O transporte público urbano, com ônibus e metrô, deve funcionar parcialmente em Lisboa e Porto, com atendimentos reduzidos ao longo do dia.
No setor público, hospitais, escolas e repartições podem operar com funcionamento mínimo. Serviços essenciais devem manter atividades, mas com menor capacidade de atendimento ao público, gerando filas e maiores tempos de espera.
Alguns trabalhadores do setor privado também aderiram à paralisação, ampliando o impacto em serviços e atendimentos ao público ao longo da jornada.
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