- O presidente Luiz Inácio Lula da Silva publicou um vídeo com a frase “O Pix é do Brasil” após a proposta do Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR) de taxar produtos brasileiros em 25% em resposta a uma investigação de práticas comerciais brasileiras.
- A medida norte-americana envolve tarifa de 25% sobre produtos brasileiros e inclui o Pix entre os pontos citados pela USTR.
- O vídeo foi gravado durante o anúncio de um hospital universitário em Catalão, Goiás, e já estava publicado no X (antigo Twitter) com a legenda citando o Pix como propriedade do Brasil.
- Lula afirmou que o Pix é do Brasil e criticou a eventual intervenção de um país estrangeiro em decisões brasileiras, dirigindo críticas a filhos do ex-presidente Jair Bolsonaro.
- O governo reagiu, com o vice-presidente Geraldo Alckmin e os ministros Dario Durigan (Fazenda) e Marcio Elias Rosa (Desenvolvimento, Indústria e Comércio) acusando o clã Bolsonaro de sabotar as negociações com os EUA e de atacar o Pix.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva publicou um vídeo nesta terça-feira 2/6 segurando um cartaz com a frase O Pix é do Brasil, em resposta à proposta dos EUA de taxar produtos brasileiros em 25%. A medida foi anunciada pelo Escritório do Representante de Comércio dos EUA, em meio a uma investigação sobre práticas comerciais brasileiras que envolve o sistema de pagamentos Pix. O registro ocorreu durante a apresentação de um hospital universitário em Catalão, Goiás.
A legenda da postagem no X reforça a defesa do Pix como patrimônio nacional, segundo a manhã de Lula. O assunto ganhou peso após o anúncio norte-americano, que cita o Pix entre os pontos de divergência que motivaram a possível taxação. A fala do presidente ocorreu logo após a divulgação do posicionamento americano.
Reação do governo
O governo alinhou a mensagem e divulgou críticas ao que chamou de interferência externa em decisões nacionais. O vice-presidente Geraldo Alckmin, junto com os ministros da Fazenda, Daricio Durigan, e do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Marcio Elias Rosa, atribuíram ao clã Bolsonaro responsabilidades por supostas sabotagens às negociações com os EUA e por atentar contra o Pix.
Segundo o Executivo, os cotados aliados de Jair Bolsonaro teriam pressionado para que um poder externo interviesse no Brasil, supostamente prejudicando o sistema de pagamentos. As autoridades ressaltam que a discussão envolve segurança econômica e soberania tecnológica do país. O tema segue em monitoramento entre autoridades, setor privado e órgãos de governo.
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