- O ministro da Defesa, José Múcio, chamou de intromissão a classificação do PCC e do CV como organizações terroristas pelos Estados Unidos.
- Múcio afirmou, em cerimônia de apresentação do Gripen F à FAB na Suécia, que prefere que os “bandidos” sejam cuidáveis internamente, não por influência externa.
- O governo brasileiro reagiu à medida dos EUA, reiterando soberania nacional e destacando que o terror das organizações envolve tráfico de drogas e armas, não motivos ideológicos.
- O Escritório Comercial dos EUA propôs uma tarifa adicional de 25% sobre produtos brasileiros, com base na Seção 301, após investigação iniciada em julho de 2025.
- Em Linköping, o ministro participou da apresentação do Gripen F, a variante biposto da aeronave, prevista no contrato de 2014 que prevê 36 aeronaves para a FAB.
O ministro da Defesa, José Múcio, chamou de intromissão a classificação do PCC e do CV como organizações terroristas pelos Estados Unidos. Ele fez a declaração durante cerimônia de apresentação do primeiro Gripen F à Força Aérea Brasileira, em Linköping, na Suécia, nesta terça-feira (2). A designação dos EUA aponta que as organizações atuam também em solo norte-americano.
Múcio ressaltou que a soberania nacional deve prevalecer e que o combate ao crime organizado precisa ser tratado internamente. Em nota divulgada pelo Planalto, o governo brasileiro reiterou que a soberania não se negocia e destacou que as ações dessas organizações visam lucro por meio do tráfico de drogas e armas, sem relação com terrorismo ideológico.
O ministro classificou as medidas americanas de instáveis e citou a tarifa de 25% proposta pelo governo dos EUA sobre exportações brasileiras. Segundo ele, é necessário observar mudanças de posicionamento entre visitas oficiais realizadas recentemente entre Brasil e Estados Unidos. A acusação de práticas comerciais injustas foi apresentada pela USTR após investigação iniciada em julho de 2025, com base na Seção 301.
Gripen F é apresentado à FAB
Em Linköping, o ministro participou da cerimônia de apresentação do Gripen F à Força Aérea Brasileira, realizada nas instalações da Saab. A entrega envolve 36 aeronaves, sendo 28 Gripen E e oito Gripen F, previstas no acordo fechado em 2014. O Gripen F é biposto, com segunda cabine para instrução e treinamento de pilotos.
A entrega do primeiro Gripen F ocorreu após a conclusão de etapas de teste, com a FAB já recebendo 11 unidades de Gripen E desde o início de 2020. Antes da entrega final, a aeronave Passará por campanha de testes de voo no centro de testes da Saab, na Suécia. O Brasil participou ativamente do desenvolvimento, recebendo transferência de tecnologia e capacitação de engenheiros e técnicos brasileiros.
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