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Novo livro oferece dicas para traduzir ciência climática em ganhos políticos

Movimento climático precisa de linguagem centrada em pessoas, saúde e custos para ampliar apoio, reduzir polarização e vencer entraves políticos

Will Hackman at an Earth Day event in Washington, D.C. He argues that effective climate messaging should be framed around protecting people and communities, rather than saving the planet. Photo courtesy of Will Hackman.
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  • Will Hackman lança Radically Reframing Climate Change, defendendo que mensagens sobre clima precisam focar na vida cotidiana, saúde, custos e segurança das pessoas, não apenas no planeta.
  • A ideia central é ampliar o público, não apenas atender quem já se importa; é preciso adaptar a linguagem conforme diferentes perfis de audiência, conforme pesquisas da Yale.
  • Em vez de enfatizar apenas emergências, o livro sugere falar de saúde pública, desastres e bem-estar humano para conquistar apoio mais amplo, inclusive em regiões conservadoras.
  • Exemplos práticos incluem a mudança de framing em Front Royal, Virgínia, com o evento local “Lone Pine Day” para enfatizar conservação local, e a necessidade de políticas como o IRA serem apresentadas sob custo e segurança energética.
  • Hackman aponta que a liderança federal é crucial, mas ações estaduais e locais também importam; sem avanço federal, é preciso fortalecer iniciativas subnacionais e engajamento cívico para reduzir polarização e ampliar a mobilização.

Will Hackman lança um livro que propõe mudar a forma como a comunicação sobre mudanças climáticas é feita, buscando ampliar o apoio público além do grupo já convencer. A obra defende linguagem que conecte clima a vida cotidiana, saúde, segurança e custos.

O autor, defensor do clima e operador político, afirma que mensagens baseadas em medo e culpa atingem apenas quem já se interessa pelo tema. Segundo ele, é preciso alcançar quem é cauteloso ou está desconectado da pauta.

O texto cita pesquisas, como as do Yale Climate Communication, que identificam diferentes públicos. Hackman sustenta que transformar o tema em uma questão humana facilita a adesão de novos segmentos, inclusive de regiões conservadoras.

Abordagem centrada no humano

Hackman sugere falar menos em preservar o planeta e mais em proteger pessoas e comunidades. Enfatizar saúde pública, alérgias, inundações e recuperação após desastres ajuda a criar empatia local e cotidiana.

Ele também recomenda perguntas que envolvam o público, em vez de imposições. Perguntas como “você está melhor hoje do que há quatro anos?” visam estimular a participação na solução.

O autor observa que a resistência não é apenas ideológica, mas também de linguagem. Narrativas antigas muitas vezes não ressoam com quem não vê benefício imediato nas ações climáticas.

Casos práticos e lições políticas

Como evidência, Hackman cita iniciativas locais em Virginia, onde mudar o foco de Earth Day para conservação local ajudou a envolver a comunidade. Em eventos e feiras, ele relata boa receptividade em áreas com maior adesão republicana.

O livro analisa o papel da Inflação Redução Act (IRA) e sugere que a comunicação sobre custos de energia e benefícios econômicos pode ampliar o apoio. A defesa é manter o estímulo à energia barata e confiável.

Desafios e perspectivas

O autor reconhece que a política climática dos EUA é central para a governança climática global. Quando o federal falha, ações subnacionais ganham relevância, mas há necessidade de liderança federal contínua.

Hackman aponta que o movimento enfrenta desinformação, verdejamento agressivo e ceticismo sobre custos. O objetivo é reduzir a polarização, empoderar pessoas e manter engajamento cívico.

Ao final, ele coloca metas de longo prazo: manter o aquecimento global abaixo de 2°C até 2100 e ampliar a adesão pública a políticas climáticas. O sucesso, segundo o autor, seria uma mudança de linguagem que erga a participação democrática e políticas consistentes.

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