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Operação mira desvios milionários entre vereadores em SP

Operação Rei do Pix desvia ao menos R$ 10 milhões da Câmara de Catanduva via 60 empresas de fachada; 10 prisões, 50 buscas e bloqueio de até R$ 20 milhões

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  • A operação chamada Rei do Pix mira desvio de recursos públicos na Câmara Municipal de Catanduva, interior de São Paulo, com 10 mandados de prisão e 50 de busca e apreensão.
  • Investigações apontam que, entre 2023 e 2024, ao menos R$ 10 milhões foram desviados, por meio de mais de 60 empresas de fachada usadas para simular serviços e emitir notas frias.
  • O esquema envolvia lavagem de dinheiro e fraudes em licitações, com repasse de até 30% dos valores pagos pelo Legislativo à organização criminosa e retenção de 90% a 95% pelos investigados.
  • Os bloqueios de bens alcançam até R$ 20 milhões para líderes do grupo; houve apreensão de veículos e dinheiro em espécie.
  • A megaoperação mobiliza 170 policiais, 43 viaturas no interior, três equipes da polícia civil na capital, 20 promotores, 30 servidores do Ministério Público e 11 agentes da Receita Federal.

Uma operação conjunta do Gaeco, do Ministério Público do Estado de São Paulo, e da Polícia Militar realiza nesta terça-feira (2) buscas e prisões relacionadas a um esquema de desvio de recursos públicos na Câmara Municipal de Catanduva, interior de São Paulo. A investigação envolve peculato, lavagem de dinheiro e fraude em licitações.

Entre 2023 e 2024, apura-se que ao menos 10 milhões de reais teriam sido desviados do orçamento do Legislativo municipal. Há indícios de que o montante seja ainda maior, com operações financeiras complexas para ocultar a origem dos recursos.

O esquema utilizava mais de 60 empresas de fachada, registradas em nomes de parentes e amigos dos investigados, que simulavam prestação de serviços à Câmara e emit iam notas frias. Ao todo, foram cumpridos dez mandados de prisão e mais de 50 de busca e apreensão.

A Justiça determinou o bloqueio de bens dos investigados, incluindo valores de até 20 milhões de reais, para assegurar reparação aos cofres públicos. Também houve apreensão de veículos e dinheiro em espécie.

Segundo as apurações, o grupo devolvia recursos aos membros com retenções de 90% a 95%. Houve ainda identificação de fraudes em licitações e contratos superfaturados, com repasse de até 30% aos integrantes da organização criminosa.

A operação mobilizou 170 policiais militares no interior, três equipes da Polícia Civil na capital, 20 promotores de Justiça, 30 servidores do MP e 11 agentes da Receita Federal. A investigação continua para esclarecer as etapas do esquema.

A CNN Brasil informou sobre a investigação e a Câmara Municipal de Catanduva não retornou o contato até o momento. O espaço segue aberto para respostas oficiais.

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