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PF investiga fraudes em licitação da Prefeitura do Recife

PF e CGU deflagram operação que investiga desvios de R$ 25,8 milhões em contratos de terceirização em Recife, com possível propina a servidor público

PF e CGU realizam a Operação Check-in na Prefeitura de Recife (PE)
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  • A Polícia Federal e a Controladoria-Geral da União deflagraram a Operação Check-in, que investiga corrupção, organização criminosa e fraudes em licitações na Prefeitura do Recife (PE).
  • O caso envolve supostos desvios ocorridos em 2020, no valor de cerca de R$ 25,8 milhões, com aproximadamente R$ 17 milhões financiados por recursos federais.
  • Segundo a PF, houve pagamento de propina a um agente público municipal por parte de uma empresa contratada para terceirização de mão de obra.
  • Ao todo, 32 policiais federais e 2 auditores da CGU cumpriram 8 mandados de busca e apreensão em Recife, Jaboatão dos Guararapes e Cabo de Santo Agostinho.
  • A prefeitura afirmou não ser alvo da operação e que colabora com as investigações.

A Polícia Federal (PF) e a Controladoria-Geral da União (CGU) deflagraram a Operação Check-in para investigar suposta organização criminosa ligada a fraudes em licitações na Prefeitura do Recife (PE). Segundo as autoridades, os desvios envolvem contratos de terceirização de mão de obra e pagamento de propina a um agente público municipal. O caso aponta para irregularidades já em 2020.

A apuração teve início em 2026, após apreensão de canhotos de cheques durante outra operação, Firenze, que apurou irregularidades em licitações e contratos administrativos em Timbaúba, PE. A conexão com o Recife surge a partir de contratos com a empresa investigada no município.

No total, 32 policiais federais e 2 auditores da CGU cumpriram 8 mandados de busca e apreensão nos municípios de Recife, Jaboatão dos Guararapes e Cabo de Santo Agostinho. Os desvios em 2020 teriam somado cerca de R$ 25,8 milhões, com aproximadamente R$ 17 milhões custeados por recursos federais.

A PF aponta indícios de pagamento de propina a um servidor da prefeitura pela empresa contratada. A investigação cita possível relação contratual anterior àquele ano, o que levantaria a perspectiva de prejuízo público ainda maior. Os investigados podem responder por corrupção, organização criminosa, fraude em licitação e lavagem de capitais.

A Prefeitura do Recife informou que não é alvo da operação Check-in e que os contratos em foco são de uma empresa terceirizada que atuou em 2020. O Executivo municipal destacou colaboração com as instituições de controle durante as investigações.

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