- O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, defendeu a autonomia da Polícia Civil na operação que mirou a Prefeitura de São Paulo e uma ONG contratada para instalar pontos de Wi‑Fi gratuitos.
- O prefeito Ricardo Nunes afirmou ter fornecido os documentos solicitados e mencionou possível motivação política por trás da investigação.
- Tarcísio disse que a atuação da polícia foi baseada em uma demanda do Ministério Público e reforçou que a instituição é de Estado, não de governo.
- Sobre tarifas dos EUA, o governo americano propôs juros de 25% sobre mercadorias brasileiras; o governador pediu atuação diplomática do governo federal para evitar danos à economia.
- Tarcísio participou de agenda em Rio Claro antes de dar início a mais uma edição da Caravana 3D, com previsão de novas viagens até 4 de julho.
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), defendeu a autonomia da Polícia Civil na operação que envolveu a Prefeitura de São Paulo e uma ONG contratada para instalar pontos de Wi-Fi gratuitos na capital. A operação ocorreu na semana passada, a pedido do Ministério Público, segundo informações oficiais.
O prefeito Ricardo Nunes (MDB) afirmou que a prefeitura já forneceu os documentos solicitados pela investigação e ponderou sobre uma possível motivação política por trás da ação. A declaração gerou repercussão nos bastidores, com questionamentos sobre a atuação da Polícia Civil, vinculada ao governo estadual.
Tarcísio disse que a polícia atuou sem interferência do governo, ressaltando que a instituição é de Estado. Ele afirmou que houve uma demanda do Ministério Público e que a polícia cumpri-la não depende de vontade política.
Autonomia da Polícia Civil
O governador enfatizou que a Polícia Civil tem autonomia para investigar e realizar operações, mantendo-se independente de gestões municipais ou estaduais. A fala ocorreu durante agenda em Rio Claro, no interior paulista, onde participou de atividades da Caravana 3D.
Caso a operação esteja relacionada a questões administrativas da Prefeitura, Tarcísio reiterou o papel institucional da polícia, sem detalhar investigações em curso. O governo estadual não comentou sobre possíveis desdobramentos políticos da ação.
Tensões institucionais e economia
Na mesma sequência de eventos, Tarcísio mencionou a possibilidade de tarifas dos EUA sobre produtos brasileiros. O governo americano propôs, na noite de segunda, tarifas de 25%, ainda sujeitas a etapas formais. O governador disse acompanhar o tema com preocupação.
Ele defendeu uma atuação diplomática firme do governo federal para evitar impactos à economia brasileira. O governador sugeriu que as autoridades federais devem buscar acordo para proteger o interesse nacional.
Agenda e ritmo de viagens
Tarcísio cumpriu agenda em Rio Claro antes de manter a Caravana 3D, que leva investimentos e obras a diversas regiões. O ritmo de viagens tem aumentado, com previsões de novas caravanas até 4 de julho, prazo eleitoral para inaugurações e entregas.
Questionado sobre críticas da oposição de que estaria buscando agradar prefeitos em ano eleitoral, o governador ironizou. Disse que não vê oposição ganhar espaço com esse discurso e que o debates devem seguir de forma institucional.
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