- O presidente Donald Trump nomeou Bill Pulte, oficial de habitação, como diretor interino de Inteligência Nacional (DNI), cargo que comanda 18 agências de inteligência.
- Pulte não tem histórico conhecido em inteligência, e a nomeação gerou controvérsia entre legisladores.
- A indicação ocorre em meio ao encerramento do mandato da atual diretora Tulsi Gabbard em 30 de junho.
- Trump elogiou Pulte por gerir Fannie Mae e Freddie Mac e afirmou que ele continuará como Diretor da Federal Housing Finance Agency (FHFA) e Chair of Fannie Mae/Freddie Mac durante o período.
- A nomeação recebeu críticas de democratas e céticos republicanos; o mandato interino pode durar até 210 dias, até ser confirmado pelo Senado, com término previsto para janeiro de 2027.
Donald Trump nomeou um oficial de habitação para atuar como Diretor Nacional de Inteligência (DNI), o principal chefe de espionagem do país, responsável por 18 agências de inteligência. Bill Pulte, integrante de uma família influente do setor de construção e financista de private equity, assume o cargo de forma interina. A escolha gerou controvérsia entre legisladores e observadores.
Pulte não tem histórico conhecido na área de inteligência. A nomeação ocorre enquanto o atual DNI encurta seu mandato de transição, com o fim previsto para 30 de junho, data de saída da diretora Tulsi Gabbard. A decisão foi anunciada por meio das redes sociais do presidente, que elogiou o desempenho de Pulte na gestão de moradias.
Trump destacou que Pulte tem experiência na supervisão de questões sensíveis, citando a atuação no Fannie Mae e Freddie Mac, instituições reguladas pela FHFA. O presidente afirmou que Pulte manterá o cargo de diretor da FHFA e a presidência de ambas as entidades durante o período de transição.
Críticas vieram de defensores da área de segurança nacional e de democratas. O senador Mark Warner, principal democrata no Comitê de Inteligência do Senado, afirmou que a nomeação demonstra um padrão de buscar retaliação política em vez de um profissional de segurança. Ele ressaltou a ausência de experiência comprovada em inteligência.
Entre as preocupações está o histórico de Pulte de propor denúncias criminais contra adversários políticos de Trump e de atuar para influenciar decisões sobre o Fed. Ao longo de sua atuação, teriam sido alvo figuras como o senador Adam Schiff, a procuradora-geral de Nova York Letitia James e o ex-presidente do Fed Jerome Powell, entre outros.
O governo ainda não confirmou planos de confirmação formal pelo Senado, o que pode ocorrer após o intervalo de 210 dias exigido para oficiais interinos, com a expiração prevista para janeiro de 2027. A política de nomeação mantém a prática de substituições temporárias em investigações de alto nível.
Paralelamente, a Controladoria-Geral da União (GAO) abriu apuração sobre como a FHFA conduz investigações de fraudes hipotecárias e se houve mudanças recentes nos seus procedimentos, ampliando o escrutínio sobre a atuação da agência. Os resultados da investigação devem ser divulgados nos próximos meses.
Schiff comentou pela X (antiga rede social) que Pulte teria politizado e usado de modo inadequado as agências de moradia, o que o tornaria inadequado para liderar o serviço de inteligência. Em resposta, representantes republicanos sinalizam cautela e pedem avaliação mais detalhada das qualificações.
A nomeação de Pulte, ainda sendo interina, levanta dúvidas sobre credenciais para o cargo de maior chefe de espionagem dos EUA. A decisão mantém o foco em debates sobre independência profissional vs. interesses político-partidários na gestão de segurança nacional.
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