- Aécio Neves, presidente nacional do PSDB, defende a construção de uma candidatura de centro para as eleições de 2026.
- Ele afirmou que o país tende a uma eleição polarizada e que não se conforma com um novo embate entre PT e Bolsonaro/Lula.
- O senador não confirmou uma pré-candidatura, dizendo que o foco é criar um projeto fora dos polos atuais.
- Sobre a pesquisa Real Time Big Data, na qual apareceu com 3% de intenções de voto, ele disse estar em um momento fora de campanha e surpreendeu-se com o uso de seu nome no levantamento.
- Aécio destacou conversas com lideranças de diferentes partidos e citou encontro com Joaquim Barbosa, defendendo uma agenda de reformas e pacificação política integrada a um caminho moderado.
O presidente nacional do PSDB, Aécio Neves, afirmou em entrevista ao VEJA em Foco que defende a construção de uma candidatura de centro para a eleição presidencial de 2026. Ele afirmou que o Brasil tende a mais uma eleição de polarização e que não pode aceitar um novo embate entre os extremos que hoje lideram as pesquisas.
Aécio disse que é um defensor do centro e que pretende radicalizar essa posição, criticando os erros do governo atual e rejeitando a repetição de uma disputa entre PT e oposição. Ele não confirmou uma pré-candidatura, dizendo que o foco é criar um projeto capaz de reunir forças políticas fora dos polos dominantes.
O tucano comentou a pesquisa Real Time Big Data, que o apontou com 3% de intenções de voto e com alto índice de rejeição. Segundo ele, ainda não está na campanha, e ficou surpreso ao ver o próprio nome entre potenciais pré-candidatos, pois não elaborou um projeto presidencial para si.
Em outros trechos, Aécio mencionou conversas com lideranças de diferentes partidos e um encontro recente com o ex-ministro Joaquim Barbosa, sinalizando convergência entre setores que buscam uma alternativa ao cenário atual. A leitura dele é de que a disputa pode reproduzir a lógica de voto pela rejeição entre Lula e Bolsonaro.
Para o senador, uma candidatura de centro teria melhores condições de dialogar com o eleitor moderado e apresentar uma agenda voltada a reformas e à pacificação política. O elogio à necessidade de uma proposta fora dos extremos vem acompanhado da crítica de que os polos atuais parecem agir para atender aos próprios interesses, não ao conjunto do país.
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