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Aécio responde candidatura ao Planalto e rejeita rótulo de terceira via

Aécio Neves admite possível candidatura em 2026 e defende caminho de centro para romper a polarização entre Lula e Bolsonaro, após encontro com Joaquim Barbosa

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  • Aécio Neves afirma que pode disputar a Presidência em 2026 e busca fortalecer o PSDB para ampliar a participação do partido no debate eleitoral.
  • Rejeita o rótulo de “terceira via”, dizendo preferir a “via para o futuro” e que as opções existentes não levariam a lugar nenhum.
  • Confirmou encontro recente no Rio de Janeiro com Joaquim Barbosa para discutir uma candidatura de centro; novas conversas devem ocorrer nas próximas semanas.
  • Sobre pesquisas, disse que ainda não é candidato e atua como “ativista do centro”; só haveria avaliação mais detalhada se houver consolidação de apoios.
  • Criticou a polarização entre Lula e Bolsonaro, afirmando que manter esse embate dificulta reformas; lembrou que o PSDB não aderiu nem ao lulopetismo nem ao bolsonarismo e comentou pressões sobre tarifas dos EUA.

Aécio Neves, presidente nacional do PSDB, avalia a possibilidade de disputar a Presidência em 2026 e defende a construção de um caminho de centro que rompa a polarização no país. Em entrevista ao VEJA Em Foco, ele afirmou ter mantido conversas com forças políticas e da sociedade civil para viabilizar um novo projeto nacional.

O tucano ainda não confirmou a candidatura, mas disse ter recebido incentivos de lideranças para entrar na disputa. O objetivo imediato é fortalecer o PSDB e ampliar a participação do partido no debate de 2026. A decisão só deverá ocorrer até o momento permitido pela legislação.

Sobre o rótulo de terceira via, Aécio afirmou não gostar da expressão: “Prefiro a via para o futuro. As outras duas não nos levarão a lugar nenhum.” A prioridade, segundo ele, é oferecer uma alternativa que dialogue com eleitores insatisfeitos com a polarização.

Encontro com Joaquim Barbosa

Em Rio de Janeiro, Aécio confirmou um encontro recente com o ex-ministro Joaquim Barbosa para discutir um caminho alternativo à polarização entre Lula e Bolsonaro. O tucano elogiou a trajetória de Barbosa e destacou convergências sobre a necessidade de uma candidatura de centro. Novas conversas devem ocorrer nas próximas semanas.

Ele não fechou composições eleitorais, mas sinalizou abertura para intensificar contatos que possam despertar apoio para um projeto transformador. Aécio afirmou que o objetivo é construir uma alternativa capaz de mobilizar diferentes segmentos do eleitorado.

Por que rejeita a polarização?

Aécio criticou o que chamou de divisões entre lulismo e bolsonarismo. Segundo ele, uma nova disputa entre os dois polos dificultaria reformas estruturais e manteria o país em campo de desgaste político. O PSDB se posiciona como legenda que não aderiu nem ao lulopetismo nem ao bolsonarismo.

Ele afirmou que o partido pagou preço político por essa posição e reforçou a ideia de construir um caminho institucional que dialogue com eleitores descontente com ambos os lados.

Pesquisas e cenário eleitoral

Ao ser questionado sobre pesquisas que o colocam como candidato, o presidente do PSDB minimizou os números, dizendo que ainda não pode ser tratado como candidato. Segundo ele, a presença de seu nome nas sondagens ocorreu antes de qualquer anúncio formal.

Aécio disse atuar como um “ativista do centro” e afirmou que apenas uma consolidação de apoios justificaria uma análise mais aprofundada de desempenho eleitoral, sem afirmar pretensões próprias de candidatura neste momento.

Críticas ao governo e ao ambiente econômico

O ex-senador criticou a condução econômica do governo Lula, apontando medidas com efeito eleitoral que podem impactar inflação, juros e investimentos. Ele afirmou que o país segue com um candidato à Presidência exercendo o cargo, enfatizando o foco em pesquisas de opinião.

Sobre o tema das tarifas norte-americanas, o TIC manifestou que a diplomacia brasileira falhou ao não adiantar negociações para reduzir impactos. Segundo ele, setores ligados ao bolsonarismo superestimaram a influência de relações pessoais nas decisões comerciais dos EUA, e o resultado afeta o Brasil.

  • VEJA: o texto resume trechos do programa audiovisual VEJA em Foco. Conteúdo produzido com apoio de inteligência artificial e supervisão humana.

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