- O governo brasileiro divulgou nota criticando relatório do Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos sobre combate ao trabalho forçado.
- O documento apresenta sugestão de tarifa de 12,5% sobre produtos brasileiros.
- A nota utiliza termos como “lamentável” e “absurdo” e manifesta profunda discordância com a conclusão.
- O governo diz que espera que a sugestão não gere tarifas efetivas.
- Afirma que é inadequado associar a competitividade da economia brasileira a insumos externos obtidos por meio de comércio que viole a dignidade humana.
O governo brasileiro reagiu nesta quarta-feira ao relatório de investigação do Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) sobre o combate ao trabalho forçado. O documento chegou a sugerir a aplicação de uma tarifa de 12,5% sobre produtos brasileiros.
A nota oficial da Presidência expressou profunda discordância com as conclusões do relatório e afirmou que não acredita que as propostas resultem em tarifas efetivas. O governo sustenta que o tema envolve condições de trabalho dignas para milhões de trabalhadores e trabalhadoras.
Conforme o governo, há uma distorção ao relacionar a competitividade da economia brasileira a insumos externos obtidos por meio de práticas que violam direitos humanos. O Executivo também afirma que a mensagem enviada não deve justificar medidas protecionistas unilaterais.
A comunicação foi divulgada em meio a tensões entre Brasil e Estados Unidos sobre políticas comerciais e laborais. Não houve anúncio de medidas imediatas ou mudanças previstas na relação bilateral, apenas a defesa de princípios de proteção aos direitos trabalhistas.
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