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Chefe da agência de nutrição da Indonésia é preso em investigação de corrupção

Chefe da agência de nutrição indonésia é preso com dois adjuntos por suspeita de desvio bilionário no programa de merenda escolar

Dadan Hindayana, demitido do cargo de chefe da Agência Nacional de Nutrição da Indonésia
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  • Promotores indonésios prenderam o chefe da Agência Nacional de Nutrição (BGN) e dois adjuntos, acusados de desvio de bilhões de rupias do programa de merenda escolar gratuita.
  • A operação ocorreu no escritório no centro de Jacarta; Dadan Hindayana é considerado suspeito, junto com dois adjuntos, incluindo um major-general aposentado e um brigadeiro-general aposentado.
  • Investigação aponta ligações com fundações que administram cozinhas das escolas, recebendo incentivos diários da BGN e inflacionando preços para não atender às necessidades reais.
  • Foram citados itens comprados pela BGN sem conformidade: 21.800 ciclomotores elétricos, 32 mil pares de sapatos, 31 mil tablets e 5.400 televisores de 75 polegadas.
  • O governo substituiu a liderança da BGN, com Nanik Deyang assumindo o cargo; foco da crise ocorre em meio a críticas sobre gastos e incidentes de intoxicação alimentares no programa.

Promotores indonésios prenderam o chefe da Agência Nacional de Nutrição (BGN) e dois adjuntos, na investigação de desvio bilionário do programa de merenda escolar gratuita. O grupo é suspeito de envolvimento em esquema com cozinhas vinculadas a escolas. A ação ocorreu após busca no escritório da BGN, no centro de Jacarta, pela manhã de quarta-feira.

A procuradoria aponta que as fundações responsáveis pelas cozinhas recebiam recursos diários da BGN e deveriam ser formadas por escolas. Segundo a investigação, os suspeitos teriam interferido na compra de bens e serviços, inflacionando preços.

Pelo menos três oficiais de alto nível foram detidos: Dadan Hindayana, chefe da BGN, e dois adjuntos. Um major-general aposentado do Exército e um brigadeiro-general aposentado da Polícia também estão sob suspeita.

Investigações e contratos questionados

A investigação cita aquisições de 21.800 ciclomotores elétricos, 32 mil pares de sapatos, 31 mil tablets e 5.400 televisores de 75 polegadas, apontando irregularidades e aumentos de preço. O governo afirma que as compras não atendiam às necessidades reais.

O governo informou que a demissão de três integrantes da liderança da BGN ocorreu pouco antes, após quase um ano e meio de avaliação. O secretário de Estado afirmou que o processo legal foi entregue aos promotores.

Prabowo Subianto discursou em Bogor, elogiando os benefícios da iniciativa, sem mencionar a crise na BGN. O presidente ressaltou expectativas de ampliação do programa e geração de empregos, sem detalhar impactos da investigação.

Contexto do programa e monitoramento

O programa de nutrição alcança até 85 milhões de pessoas, com foco em crianças em idade escolar, gestantes e jovens. O orçamento deste ano é de 268 trilhões de rupias, com 75 trilhões liberados até maio para atender 61 milhões de pessoas.

A conturbada execução do programa já gerou críticas após casos de intoxicação alimentar em milhares de cozinhas. A ICW apresentou denúncia sobre custos de certificação halal que, segundo a ONG, poderiam ter causado prejuízos ao Estado. A BGN não respondeu a pedidos de comentário.

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